PROJETO FINANCIADO PELA CHESF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Bolsista do PIBIC, estagiários do PAX.

Trabalho elaborado com a supervisão de

Gabriela d’Ávila Martin e Niéde Guidon

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Onésimo Gerônimo

Daniela Cisneiros*

INDÚSTRIAS LÍTICAS DA ÁREA

ARQUEOLÓGICA DE XINGÓ

Documento 10                                     1997


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

 

REITOR: Prof. Dr. José Fernandes de Lima

VICE-REITOR: Prof. Dr. Josué Modesto dos Passos Subrinho

 

 

 

 

PROJETO ARQUEOLÓGICO DE XINGÓ - PAX

 

COORDENADOR GERAL:

Prof. Dr. José Alexandre F. Diniz

COORDENADORES TÉCNICOS:

Arqueóloga Maria Cleonice de Souza Vergne

Arqueóloga Suely Luna

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os CADERNOS DE ARQUEOLOGIA, publicação seriada do Projeto Arqueológico de Xingó, que têm por objetivo a divulgação de resultados de pesquisas produzidas na área, contam com duas séries: 1) Documentos, que publicam versões simplificadas de relatórios oficiais do Projeto, e 2) Textos, que publicam trabalhos de pesquisas independentes.  de autoria de membros e assessores do Projeto ou de outros pesquisadores.


1.     INTRODUÇÃO

 

Neste capítulo constam os resultados do estudo das indústrias líticas, da área arqueológica do Projeto Xingó AL/SE.

 

Esta área de 8.130 há, localiza-se a montante do eixo da Barragem da Usina Hidrelétrica de Xingó, entre as coordenadas UTM N 8.936.172, E 632.040 e N 8.950.000, E 603.000, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe. Os sítios estavam assentados nos terraços e praias do rio São Francisco e seus afluentes, hoje inundados pelo lago artificial da citada hidrelétrica.

 

O material analisado provém dos sítios Bela Vista, Cabeça do Nego, Curituba I e II, Fazenda Velha, Jurema, Justino, Lamarão, Mulungu, Ouro Fino, Porto Belo I, II e VI, Saco da Onça I e II, São Francisco II, São José I e II, Tanques, Topo I, Vitória Régia I, II e III, perfazendo um total de 5247 peças. Estes sítios foram escavados ou sondados entre 1991 e 1994, sob a coordenação da arqueóloga Maria Cleonice Vergne.

 

 

2.     METODOLOGIA

 

Para a primeira etapa do trabalho, que consistia em segregar entre o material coletado os espécimens provenientes da ação humana e aqueles resultantes da ação natural, utilizamos os critérios apresentados por Chung (Chung, 1936), Barnes (Barnes, 1939), Dauvois (Daivois, 1976), Patherson (Patherson, 1983) Tixier (Tixier, et al 1979). Estes autores, para o estabelecimento destes critérios, partem do pressuposto que a natureza é capaz de produzir peças lascadas similares àquelas produzidas pelo homem na sua morfologia, mas diferentes no que tange aos estigmas e distribuição dos lascamentos.

 

Para a classificação dos artefatos utilizamos a seguinte tipologia:

1.     Lasca: artefato orientável que apresentasse um ou mais bulbos, cuja espessura medida entre a face bulbar e a face posterior fosse inferior à largura;

2.     Núcelo: porção de matéria-prima que apresentasse dois ou mais contrabulbos e que não apresentassem gumes cortantes resultantes do alinhamento dos lascamentos;

3.     Seixo lascado e bifacial;

4.     Seixo lascado unifacial;

5.     Lasca retocada: lasca que apresentasse lascamentos posteriores àquele que a produziu;

6.     Fragmentos: artefato que não se inclua na tipologia acima.

 

Para as peças com retoques mais elaborados utilizamos a lista de tipos proposta por Parenti (Parenti, 1993).

 

Das categorias acima inferimos ainda comprimento, largura, espessura, matéria-prima e técnica de lascamento utilizada.

Esta lista de tipos foi-nos suficiente para a classificação do material em face da escassez observada na quantidade de categorias deste material.

 

 

3.     TIPOLOGIA, MATÉRIA-PRIMA E TECNOLOGIA

 

As categorias de artefato do conjunto dos sítios apresentam-se distribuídos, por matéria-prima na Tabela 1.

 

Tabela 1

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

1142

201

473

39

1855

35,4

Núcelo

500

112

205

12

829

15,8

Seixo lascado bifacial

3

2

3

0

8

0,2

Seixo lascado unifacial

4

5

5

0

14

0,3

Lasca retocada

5

6

8

1

20

0,4

Fragmento

1774

238

481

22

2515

48,0

Raspador simples

1

1

4

0

6

0,1

Total

3429

565

1179

74

5247

 

%

64,4

10,8

22,5

1,4

100

 

 

Nota-se uma predominância de fragmentos sobre os tipos presentes qualquer que seja a matéria-prima. Este tipo representa 51,7% do total de artefatos de quartzo, 42% dos artefatos de quartzito e 49% dos artefatos de sílex. Esta predominância pode ser resultado da falta de controle do artesão sobre a atividade do lascamento para o caso de todas as matérias-primas. No caso específico do quartzo, onde o percentual de fragmentos é o maior, deve-se acrescentar a este fator a presença marcante de diacleses, resultante do processo de cristalização deste mineral, o que torna seu lascamento menos controlável que o de outros materiais.

 

Deve-se acrescentar que a maioria dos fragmentos apresenta gumes perfeitamente aptos ao corte, o que indica que a falta de regularidade morfológica e tecnológica deste tipo não significa que ele não pudesse ter sido obtido voluntariamente, ainda que o artesão não dispusesse de tecnologia para controlar a sua forma.

 

O segundo tipo em percentual é representado pelas lascas, 57% das quais obtida por percussão sobre bigorna, e 43% por percussão unipolar (tabela 2). Não parece ter havido diferenciação significativa quanto à técnica de lascamento em relação à matéria-prima, para o caso do sílex e do quartzo, uma vez que estes percentuais mantêm-se próximos para qualquer uma destas. A exceção se faz com o quartzito onde há uma preferência significativa pelo lascamento bipolar.

 

Tabela 2

Lascas por tecnologia e por matéria-prima

 

Tipo

Quartzo

%

Quartzito

%

Sílex

%

Outros

%

Total

Bipolar

623

55

136

68

274

58

28

72

1061

Unipolar

519

45

65

32

199

42

11

28

794

Total

1142

 

201

 

473

 

39

 

1855

 

Têm-se a seguir os núcleos distribuídos por matéria-prima como se observa na tabela 1. As cicatrizes de lascamento indicam uma escolha aleatória dos planos de percussão, o que descaracteriza qualquer pré-determinação no lascamento.

 

Os seixos lascados bifaciais e unifaciais apresentam morfologias diversas, sendo obtidos por percussão direta ao percutor duro.

 

As lascas retocadas figuram escassamente nesta coleção. Não parece ter havido distinção da técnica de lascamento em relação à matéria-prima. O retoque é majoritariamente direto, monofacial, realizado por percussão direta com percutor duro, na extremidade distal. Uma única lasca de sílex, obtida por percussão bipolar, apresenta retoque inverso mas sempre na extremidade distal.

 

Raríssimos indícios de tratamento térmico foram constatados em duas peças do nível 1 do Sítio Justino I.

 

Conforme nota-se na tabela 1 há uma predominância de artefatos em quartzo. Trata-se de uma variedade leitosa, cristalizada sem forma de cristal, rico em diaclases que ocorre abundantemente na região. O sílex, segunda matéria-prima utilizada, também ocorre na região em menor proporção e em forma de seixos menores que o quartzo.

4.     CRONOLOGIA

 

Dos sítios aqui estudados o Justino I é o único que apresenta um número ótimo de datações e também aquele de onde o maior número de peças foi recuperado. Apresenta-se no quadro 1 e no gráfico 1 a quantidade de artefatos por nível nesse sítio.

 

Nota-se uma primeira concentração significativa de artefatos entre os níveis 42 e 35 que estão próximos das datações entre 8950 anos BP (nível 40) e 5570 anos BP (nível 30). Este período corresponde ao auge da expansão territorial do horizonte cultural conhecido como Tradição Itaparica (Martin, 1997). No entanto, como veremos adiante, relações entre a indústria de Xingó e a tradição Itaparica provavelmente inexistem. Deve-se notar ainda que após este período os artefatos rareiam, só atingindo patamares similares a partir do nível 14 que logo abaixo do nível datado de 3280 anos BP. A partir deste nível a quantidade de artefatos cresce até o seu máximo no nível 1.

 

 

5.     CONCLUSÕES

 

A indústria lítica de Xingó apresenta seus mais antigos exemplares datados de mais de 8950 anos BP. Compõe-se de instrumentos sem morfologia padronizada (fragmentos), lascas, núcleos, e raros seixos lascados. Nos períodos mais recentes aparecem raras lascas retocadas e instrumentos mais elaborados como o raspador simples. A técnica de lascamento sobre bigorna apresenta uma ligeira preferência na obtenção de lascas em relação à percussão unipolar, sendo também o lascamento bipolar mais utilizado para a obtenção de lascas em quartzito que no lascamento para este fim do quartzo e do sílex. Predomina o lascamento ao percutor duro, tanto para a débitage quanto para o retoque. Este é raro e localiza-se na extremidade distal das lascas com direção direta.

 

Gráfico 1

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 


Quadro 1

 

QUANTIDADE DE ARTEFATOS POR NÍVEL. SÍTIO JUSTINO I

 

 

NÍVEL 1

Nº artefatos

Datação BP

 

NÍVEL 1

Nº artefatos

Datação BP

1

553

 

 

28

2

 

2

510

 

 

29

1

 

3

360

1280

 

30

2

5570

4

219

 

 

31

1

 

5

229

 

 

32

10

 

6

201

1780

 

33

1

 

7

197

 

 

34

18

 

8

226

2500

 

35

141

 

9

182

 

 

36

79

 

10

102

2600

 

37

71

 

11

173

 

 

38

52

 

12

142

 

 

39

45

 

13

108

3280

 

40

55

8950

14

128

 

 

41

32

 

15

91

 

 

42

58

 

16

55

 

 

43

4

 

17

81

 

 

44

8

 

18

52

 

 

45

3

 

19

35

 

 

46

7

 

20

24

4380

 

47

1

 

21

22

 

 

48

4

 

22

10

 

 

49

3

 

23

8

 

 

50

2

 

24

16

 

 

53

5

 

25

7

 

 

54

6

 

26

3

 

 

55

1

 

27

6

 

 

60

3

 

 

 


 

A matéria-prima preferida é uma variedade leitosa de quartzo abindante na região, seguido do sílex e do quartzito.

 

Com relação às outras indústrias da região Nordeste, constatamos a singularidade da indústria de Xingó. A região onde Calderón recuperou material que serviu para o estabelecimento do horizonte cultural conhecido como Tradição Itaparica (Martin, 1997; Hurt, 1988) localiza-se a cerca de 150km do Xingó. No entanto, a indústria de Xingó não guarda qualquer semelhança com aquela tradição. A ausência nesta indústria do raspador plano-convexo, conhecido como lesma, fóssil-diretor das indústrias do início do Holoceno (Parenti, 1996), inclusive nos níveis datados entre 8950 anos BP (nível 40) e 5570 anos BP (nível 30), é tanto mais significativa quando se tem comprovado que o período do auge da expansão territorial destas indústrias está datado de ca. de 7000 anos AP (Martin, 1997; Guidon et al. 1994).

 

As indústrias holocênicas do Sudeste do Piauí agrupadas por Parenti (Parenti, 1993) em Fase Serra Talhada I e II e Fase Agreste, apresentam uma maior riqueza de instrumentos, entre eles a lesma, e de técnicas de lascamento em relação à indústria de Xingó, além de artefatos sobre seixos, suportes parcamente utilizados nesta última indústria.

 

Uma indústria recentemente estudada por Parenti na região de Salgueiro/PE, no sítio Lagoa da Pedra (Parenti, 1996), apresenta semelhanças com aquelas holocênicas do Sudeste do Piauí e ainda que este autor ressalve a ausência de lesmas, faz notar a presença de outros artefatos típicos daquelas indústrias, como entames retocadas, raspadores sobre lascas corticais e raspadeiras. Este autor nota ainda, a significativa quantidade de fragmentos nesta indústria, fato também observado na indústria de Xingó.

 

 

6.     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BARNES, A. De la manière dont la nature imite le travail humain dans l’éclatement du silex. BSPF, 1939.

CHUNG, P. W. Le rôle des phénomènes naturels dans l’éclatement et le façonnement des roches dures utilisées par l’homme préhistorique. Revue de geographie Physique et de Géologie Dynamique. v. 9, f. 4, 1936.

DAUVOIS, M. Précis de dessin dynamique et structural des industries lithiques préhistoriques. Périgueux, Fanlac, 1976.

GUIDON, N.; PARENTI, F.; DA LUZ, M. F.; GUERIN, C & FAURE, M. Le plus ancien peuplement de l’Amerique: le paléolithique du Nordeste brésilien. BSPF, 1994.

MARTIN, G. Pré-História do Nordeste do Brasil. Recife, ed. Universitária, 1997, 2. ed

PARENTI, F. Le gisement quaternaire de la Toca do Boqueirão da Pedra Furada (Piauí, Brésil) dans le contexte de la préhistoire américaine. Fouilles, stratigrafie, chronologie, évolution culturale. Tese de Doutorado, EHESS, Paris, 1993.

PARENTI, F. Les industries lithiques du site paléontologique de la Lagoa da Pedra (Pernambuco) et le passage pléitocène-holocène dans le Nordeste du Brésil. Journal de la Societé des Américanistes, t. 82, 1996.

PATHESRSOS, L. Criteria for determinig the atributes of man-made lithies. Journal of Field Archaeology, v. 10, 1983.

TIXIER, J.; INIZAN, M. L.; ROCHE, H. Préhistoire de la pierre taillée.Cercle de Recherches et d’Études Préhistoriques, 1980.


 

 

ANEXOS

 

 

 

TABELAS E GRÁFICOS DE ANÁLISE, POR SÍTIOS (EXEMPLOS)


 

Sítio Curituba I

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

114

4

12

2

132

28,9

Núcleo

102

8

15

0

125

27,4

Seixo lascado bifacial

0

0

0

0

0

0

Seixo lascado unifacial

1

0

0

0

1

0,2

Lasca retocada

1

0

0

0

1

0,2

Fragmento

170

10

18

0

198

43,3

Raspador simples

0

0

0

0

0

0

Total

388

22

45

2

457

-

%

85

4,8

9,8

0,4

-

-

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Sítio Cabeça do Nego

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

19

1

12

0

32

45,7

Núcleo

0

2

8

0

10

1,4

Seixo lascado bifacial

0

0

0

0

0

0

Seixo lascado unifacial

0

0

0

0

0

0

Lasca retocada

0

0

0

0

0

0

Fragmento

9

5

14

0

28

4,0

Raspador simples

0

0

0

0

0

0

Total

28

8

34

0

70

-

%

4,0

11,4

48,5

0

-

-

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Sítio Justino

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

1.307

182

334

36

1.859

40,4

Núcleo

371

91

132

11

605

13,1

Seixo lascado bifacial

4

2

1

0

7

0,2

Seixo lascado unifacial

2

4

3

0

9

0,2

Lasca retocada

3

7

8

1

19

0,4

Fragmento

1.537

203

336

22

2.098

45,6

Raspador simples

1

1

2

0

4

0,1

Total

3.225

490

816

70

1.601

-

%

70,1

10,6

17,7

1,5

100,0

-

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Sítio Topo I

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

36

1

27

0

64

44,5

Núcleo

14

0

10

0

24

16,8

Seixo lascado bifacial

0

0

1

0

1

0,7

Seixo lascado unifacial

0

0

2

0

2

1,4

Lasca retocada

0

0

0

0

0

0

Fragmento

28

3

19

0

50

3,5

Raspador simples

0

0

2

0

2

1,4

Total

78

4

61

0

143

-

%

54,5

2,8

42,7

0

-

-

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Sítio Curituba II

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

0

1

19

0

20

50

Núcleo

0

0

16

0

16

40

Seixo lascado bifacial

0

0

0

0

0

0

Seixo lascado unifacial

0

0

0

0

0

0

Lasca retocada

0

0

0

0

0

0

Fragmento

0

0

4

0

4

10

Raspador simples

0

0

0

0

0

0

Total

0

1

39

0

40

-

%

0

2,5

97,5

0

-

-

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Sítio Vitória Régia I

 

Tipo

Quartzo

Quartzito

Sílex

Outros

Total

%

Lasca

2

3

17

0

22

31,9

Núcleo

0

1

7

1

9

13

Seixo lascado bifacial

0

0

0

0

0

0

Seixo lascado unifacial

0

0

0

0

0

0

Lasca retocada

0

0

0

0

0

0

Fragmento

4

5

29

0

38

55

Raspador simples

0

0

0

0

0

0

Total

6

9

53

1

69

-

%

8,7

13

76,8

1,4

-

-

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



PESSOAL TÉCNICO ATUAL DO PAX

 

 

ARQUEÓLOGOS

-              Maria Cleonice de Souza Vergne

-              Suely Cristina Albuquerque de Luna

-              Ana Lúcia do Nascimento Oliveira

-              Ana Cristina do Nascimento

-              Suely Gleide Amâncio da Silva

-              Henrique Alexandre Pozzi

-              Cristiane Cerqueira do Nascimento (Assessoria)

 

CONSULTORES

-              Niéde Guidon

-              Gabriela d’Ávila Martin

-              Ane Marie Pessis

-              André Prous

-              Arnaldo Vasconcelos Palmeira

-              Francisco José Alves dos Santos

-              Aziz N. Ab’Sáber

-              José Luís de Morais

-              Tânia Andrade Lima

-              Emílio Fogaça

-              José Maria Domingues Landin

-              Arno Brichta

 

ESTAGIÁRIOS

-              José Marcelo Domingos de Oliveira

-              Ailton Feitosa Martins

-              Pedro Abelardo de Santana

-              Onésimo Gerônimo dos Santos

 

ECONOMISTA

-              Maria Luzia Meneses Vieira