PROJETO FINANCIADO PELA CHESF
*Doutor, Professor Titular do Departamento
de Morfologia da UFS. Consultor do PAX.
José Arnaldo V. Palmeira*
RESTOS ALIMENTARES FAUNÍSTICOS
NA ÁREA DE XINGÓ
Documento 11 1997
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
REITOR: Prof. Dr. José Fernandes de Lima
VICE-REITOR: Prof. Dr. Josué Modesto dos Passos Subrinho
PROJETO ARQUEOLÓGICO DE XINGÓ - PAX
COORDENADOR GERAL:
Prof. Dr. José Alexandre F. Diniz
COORDENADORES TÉCNICOS:
Arqueóloga Maria Cleonice de Souza Vergne
Arqueóloga Suely Luna
Os CADERNOS DE ARQUEOLOGIA, publicação seriada do Projeto Arqueológico de Xingó, que têm por objetivo a divulgação de resultados de pesquisas produzidas na área, contam com duas séries: 1) Documentos, que publicam versões simplificadas de relatórios oficiais do Projeto, e 2) Textos, que publicam trabalhos de pesquisas independentes. de autoria de membros e assessores do Projeto ou de outros pesquisadores.
1.
INTRODUÇÃO
A pesquisa que ora apresentamos é de fundamental importância e servirá de testemunho às futuras gerações de pesquisadores que, juntamente conosco, realizaram o estudo dos macrovestígios biológicos deixados pelo homem primitivo no vale do rio São Francisco, nos Estados de Sergipe e Alagoas.
O objetivo do nosso trabalho é estudar as formas adaptativas e a evolução dos remanescentes pré-históricos que habitaram a região do Baixo São Francisco Sergipano.
A área de estudo atingiu os Estados de Alagoas e Sergipe, localizados na Região do semi-árido, sendo esta rica em sítios arqueológicos e hoje submersa nas águas do lago da Usina Hidrelétrica de Xingó.
Os primeiros resultados globais de pesquisa interdisciplinar desenvolvida desde 1994 e 1995 até a presente data, nos revelam que o vale do São Francisco sofre variações sazonais e que estas podem ter sido a causa da preservação destas áreas, ocorrida ao longo do tempo, bem como a adaptação do homem primitivo aos seus terraços e grupos encontrados.
Os primeiros resultados não revelaram uma certa homogeneidade faunística com pequenas variações adaptativas. Por se tratar de uma região semi-árida este fator pode ter sido um agente dificultador das ações humanas, preservando e impedindo a sua destruição. O rio serviu ao homem de Xingó como fonte de alimento de recursos hídricos e naturais.
Na prospecção, foram catalogadas como áreas a serem sondadas 10 sítios arqueológicos (tabela 1) por apresentarem os mesmos vestígios. Estas áreas passaram a ser estudadas, cabendo-nos a incumbência de identificar os macro-vestígios biológicos deixados pelos nossos antepassados durante a sua permanência e deslocamentos na região do rio São Francisco, quando fez isso, e da flora e da fauna como elemento básico da sua alimentação.
Tabela 1
NOME DO SÍTIO |
FASE I |
FASE II |
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X |
X |
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X |
X |
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X |
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2. METODOLOGIA
2.1 TRABALHO DE CAMPO
A primeira etapa constituiu-se da escavação por níveis artificiais, feita de 10 em 10cm, utilizando-se para tanto de pás, picaretas e trado. A área foi dividida a cada 50cm, coletando-se os vestígios faunísticos que foram encontrados, ora de maneira concentrada, ou seja, junto às fogueiras, outras vezes dispersas na periferia das mesmas e, em algumas vezes, no interior de vasilhames cerâmicos que eram detectados.
Antes da retirada do material, a equipe de campo anotava os pontos de referência, desenhava um croqui do ambiente visualizado e algumas vezes fotografava para posterior documentação e publicação. As camadas arqueológicas eram diferenciadas e caracterizadas por estudos sedimentológicos.
Todos os conteúdos recolhidos eram submetidos a ensacamento, ao mesmo tempo em que se apanhavam os sedimentos para estudos a posteriori. Cada peça recebia uma etiqueta na qual continha: número de identificação, o sítio onde foi encontrado, o setor e o nível em que foi localizado, o tipo de vestígio, a data e o código do pesquisador. Este material era levado no final do trabalho diário para o laboratório, onde era submetido aos procedimentos descritos a seguir.
2.2 TRABALHO EM LABORATÓRIO
Inicialmente o material era separado, fazendo-se a desagregação dos sedimentos argilosos, utilizando-se para tal, pincéis, palinetes, pinças e estiletes. Esta desagregação dos gomos argilosos era realizada ainda com as peças úmidas, ou seja, antes que fossem colocadas para secar ao ar livre. Os sedimentos aí recolhidos eram peneirados com malhas de 1,0mm, e todo o sedimento retirado das peças e dos vasilhames argilosos era ensacado para o estudo granulométrico. Após a separação, as peças eram colocadas em caixa tipo papelão, agrupando-as por sítio escavado.
2.3 TRABALHO DE IDENTIFICAÇÃO
Recebíamos todo o material do campo após a secagem do mesmo à sombra e então iniciava-se o reconhecimento das estruturas morfológicas capazes de serem identificadas. Queremos ressaltar que a identificação tomou como base a morfologia externa e os elementos anatômicos reconhecidos em ossos e articulações, como também a experiência vivenciada pelos pesquisadores que vêm realizando escavações em outras regiões do país. Quanto ao pesquisador responsável, o mesmo há 17 anos leciona na UFS a disciplina Anatomia Comparada; o uso de atlas e de sua coleção didática da fauna atual possibilitou estudos comparativos, uma vez que o mesmo preparou, juntamente com a bióloga Cristiana de Cerqueira Silva, uma coleção de referência de animais capturados durante as idas ao campo, quando da realização da pesquisa.
Na fase subseqüente, detectamos o material das fogueiras, bem como ossos calcinados e carvões, sendo estes separados e enviados a laboratórios da Bahia, São Paulo, dos Estados Unidos e da França, para serem feitas as datações do carbono 14, o que nos possibilitaria estimar a data em que os nossos remanescentes habitaram aquela região. As datações rádio carbônicas do sítio São José foram feitas pela University Branch Maiami, Flórida, USA, através das análises pelo “Beta Analytic Inc”, que nos revelou os seguintes resultados:
3,75 metros = 3.500 ± 110 BP
3,95 metros = 4.140 ± 90 BP
Dando continuidade, registramos a presença de artefatos de concha e de ossos que foram usados como adorno e/ou utensílios pelos homem que habitou essas plagas. Alguns desses artefatos acompanhavam o sepultamento, sendo usados como colares.
Verificamos ainda a presença de cerâmicas, que nos levou à suposição de que o homem habitante desta região apresentava hábitos culinários e fazia também uso de alimentos animais, ora assado, ora cozido.
Ainda no laboratório, todo o material sofreu um processo de revisão, separação e acondicionamento em sacos plásticos, contendo no seu interior a etiqueta de identificação, tendo sido preparados por sítios.
Separamos cuidadosamente os restos biológicos em categorias, classes e tipos de vestígios identificados.
No processo de identificação, do ponto de vista zoológico, podemos afirmar que identificamos:
a) fauna malacológica, provavelmente usada como fonte de alimentos e/ou adornos;
b) restos de vertebrados, onde identificamos peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos e material não identificado.
Queremos ressaltar que a fauna encontrada é condizente com as dos pálio-ambientes fluviais e de pequenas lagoas de inundação.
No tocante à identificação, ressaltamos que em muitos casos, apesar da grande quantidade de matéria coletada, não nos foi possível identificar com precisão o elemento em análise.
Este material foi pesado e conservado ensacado, a fim de detectarmos a quantidade de material orgânico encontrado.
Os vestígios que puderam ser identificados foram selecionados e serão descritos nos resultados encontrados.
Antes de darmos por encerradas as nossas análises, tendo em vista a falta de coleção de referência da fauna local, resolvemos construir uma coleção osteológica dos animais encontrados na região, que foram capturados durante a operação de salvamento do lago e/ou encontrados mortos.
3. RESULTADOS
3.1 QUANTO AO TIPO DE MATERIAL ENCONTRADO
Da análise feita até o presente momento, podemos registrar que a natureza do material encontrado nos restos biológicos do homem de Xingó foram os descritos a seguir.
a)
Fauna arqueológica,
onde identificamos animais invertebrados, dentre os quais moluscos.
Essa identificação se fez mediante fragmentos de valvas, lábios e voltas, pois alguns exemplares estavam completamente intactos.
Destacamos entre os moluscos de água doce os da:
1º Família Unionidae. Tratam-se de bivalves que habitam regiões de água doce e que são comestíveis, sendo fácil a abertura das suas valvas.
2º Super Família Strophocheilidae. Tratam-se de gastrópodes pulmonados terrestes, que habitam regiões sedimentares úmidas, condizente com os terraços e lagoas encontradas no vale do São Francisco sergipano, e que têm por hábito alojar-se entre troncos e folhas em decomposição nas margens do rio e lagoas.
Registramos ainda que os pequenos gastrópodes foram observados junto às fogueiras, associados a ossos calcinados e fragmentos de carvão. No entanto, os grandes gastrópodes não se apresentavam calcinados e mantinham seus exoesqueletos totalmente íntegros. Algumas dessas conchas são de uma beleza ímpar e são madrepérolas. Alertamos os futuros pesquisadores que algumas dessas conchas foram encontradas em vasos cerâmicos adornando a região cervical de alguns sepultamentos.
Finalizando, ressaltamos que além dos bivalves da Família Unionidae e dos gastrópodes pulmonados da Super Família Straphochielidae, conhecidos como mepaglobulimus, também coletamos três outros tipos de moluscos, que deverão ser enviados a especialistas em malacologia para posterior identificação, uma vez que a amostra é pouco representativa.
Cabe-nos ressaltar que, em algumas conchas de moluscos bivalves da família unionidae, detectamos pigmentos que juntamente com ossos serviram de artefatos e adornos ou utensílios para guardar corantes.
b)
Animais
vertebrados, que representam a grande massa de restos biológicos e apresentam
uma certa variabilidade não muito acentuada em relação aos
c)
vestígios pesquisados.
Ressaltamos que a grande freqüência com que aparecem, ora nos terraços, ora nas cavernas, nos vem demonstrar que o habitante que ocupou esses rincões durante períodos permanentes e em algumas situações temporárias afastava-se das regiões ribeirinhas em busca de locais mais altos.
Todos os elementos anatômicos identificados e as diferentes ordens detectadas tiveram como base:
I – Morfologia externa dos elementos anatômicos, tais como: forma, tamanho, proporções, grau de dureza, cristas, sulos, fóveas, depressões, saliências, espinhas, fissuras, linhas, superfícies articulares, côndilos, trocanter, moléolos, arcabouços, orifícios, epífises, diáfises, trabeculações, forames, forcetas, processos, tuberosidade, tubérculo, zonas articulares, forças, canais, ranhuras, incisuras, côndilos, epicôndilos, chanfraduras, incisuras, colon, elementos anatômicos estes que nos auxiliaram a identificar essas peças.
II – Classificação zoológica – para tanto utilizamos dos conhecimentos de anatomia comparada, valendo-nos muitas vezes da literatura especializada, ou seja, de tratadistas e especialistas e descrições de outros sítios elaborados por pesquisadores nacionais e estrangeiros.
Ressaltamos que o material que não nos foi possível identificar permanecerá, juntamente com o material identificado, disponível para futuras análises ultra estrutural e novas técnicas de identificação.
III – Salientamos ainda que, entre o material zoológico encontrado, os peixes foram a classe de mais fácil identificação, não só pela sua maior representatividade numérica como pela forma e conservação dos seus corpos vertebrais, facilmente identificados e que eram encontrados calcinados.
3.1.1
CLASSIFICAÇÃO DOS PEIXES
FAMÍLIA: PIMELODIDAE
Visualizamos peixes de pequeno, médio e grande porte, motivo pelo qual fazemos a suposição que estes animais poderiam fazer parte da cadeia alimentar dos remanescentes de Xingó, que provavelmente eram pescadores. Esses peixes eram capturados nos rios, riachos e pequenas lagoas que, na época de maior precipitação pluviométrica e em tempos de cheias, inundam o vale do São Francisco em maior extensão, facilitando a técnica de captura destes animais no período de maior estiagem ou de seca.
Quanto aos peixes de grande porte, levantamos a hipótese que a captura se dava com relativa dificuldade, exigindo do homem primitivo uma atividade pesqueira mais elaborada, ou seja, pesca com lanças. Tendo em vista que peixes de grande porte são escassos em nossos sítios, isto nos fala do grau de dificuldades em capturá-los, uma vez que os mesmos têm preferência por águas mais profundas, exigindo do homem maior habilidade física para a natação.
3.1.2
ANFÍBIOS
ORDEM: ANURA
Identificamos alguns corpos vertebrais destes animais, provavelmente sapos ou rãs, não sendo possível precisar com segurança as espécies aí encontradas.
3.1.3 RÉPTEIS
Durante a preparação da coleção de referência, conseguimos preparar pássaros das seguintes ordens: Passeriformes, Família Tangaridae, espécie Euphomia Chloratica (vivi), bem como Família Fringilidae, e a Ordem Columbieformes, Família Columbidae, espécie Leptotila verreaux (juriti).
3.1.3
AVES
Identificamos entre os restos alimentares de mamíferos animais da Ordem Rodentia, da Ordem Edentata, da Ordem Primata, sendo que a primeira é a que apresenta maior quantidade de vestígios faunísticos, sendo identificada através das mandíbulas e dentes inteiros e fragmentados.
3.1.4
MAMÍFEROS
Identificamos entre os restos alimentares de mamíferos animais da Ordem Rodentia, da Ordem Edentata, da Ordem Primata, sendo que a primeira é a que apresenta maior quantidade de vestígios faunísticos, sendo identificada através das mandíbulas e dentes inteiros e fragmentados.
3.2 QUANTIDADE DE MATERIAL
Ressaltamos que, num trabalho taxonômico, para chegarmos até espécies é de suma importância o auxílio de especialistas neste ramo da Biologia, ou seja, Taxionomista, bem como a análise estratigráfica e sedimentológica, para podermos agrupar as peças identificadas por setores, por categorias e por exemplares, saindo daí uma coleção faunística representativa dos sítios arqueológicos identificados.
4. CONCLUSÕES
De posse de toda esta riqueza arqueológica encontrada nos treze sítios escavados no vale do São Francisco sergipano, podemos afirmar que:
1. o número de peças é superior a 22 mil peças;
2. os sítios de maior importância, pelo elevado número de achados, são o Justino e o Curituba;
3. o homem do São Francisco apresentava entre as suas atividades: a caça, a pesca, a catação de mariscos e ceramista;
4. entre os hábitos alimentares, sabemos que entre os mesmos predominava o uso do peixe, provavelmente cozido, e o uso de mamíferos nas mesmas condições. Quanto ao uso de outras espécies, não nos foi possível identificar com precisão;
5. o uso do fogo era uma práxis constante pelo número de fogueiras encontradas;
6. era comum a técnica de sepultamento com enterramento com vasos cerâmicos onde encontramos: colares e artefatos de ossos como adornos;
o uso de corantes por estes nossos remanescentes nos é testemunhado nas pinturas rupestres e resíduos deixados em conchas.
5. RECOMENDAÇÕES
Tendo em vista a problemática durante a execução desse projeto, afetando a todos os membros integrantes, desde a Coordenação até o operário mais simples, sugerimos:
a) que em cada etapa realizada o pesquisador responsável apresente aos demais componentes da equipe seus resultados preliminares, parciais ou mesmo totais;
b) que em cada publicação originária do montante da pesquisa realizada passe a integrar o acervo do futuro Museu do Homem de Sergipe, servindo de testemunho da dedicação, competência e boa vontade dos pesquisadores que se integraram ao projeto;
c) que as anotações de campo, mapas, croquis e documentos sejam incorporados e microfilmados, para garantir o livre acesso a pesquisadores nacionais e internacionais;
d) que a coleção zoológica que foi preparada durante a pesquisa receba cuidados de climatização de conservação e de segurança, indispensáveis a um patrimônio tão valioso para o povo de Sergipe, do Brasil e do mundo, ou seja, uma reserva técnica condigna;
e) que parte do material coletado seja exposto em eventos intinerantes, tanto na região originária como em escolas e universidades, divulgando todo este acervo;
f) que haja maior integração entre os pesquisadores, facilitando a compreensão de um habitat tão valioso e importante para explicar as etnias do Homem Sergipano.
ANEXOS
DESCRIÇÕES DAS PEÇAS NO MOMENTO DA IDENTIFICAÇÃO (EXEMPLOS)
Nº 25199
Justino: FL 51/55 1F20
Fragmento de osso longo
Nº 9113
Justino: ME 16/10 1F2
Fragmento ósseo não identificado
Nº 13375
Justino: FL 46/56 1F2
Fragmento de ossos calcinados não identificados.
Nº 5990
Justino
Fragmento de ossos e ossos longos não identificados
Nº 7290
Justino: AA 21/15 1F2
2 fragmentos de costela, fragmentos ósseos não identificados
Nº 13581
Justino: FL 46/50 1F2
Terço distal de um fêmur, terço distal de uma fíbula, zona articular, fragmentos ósseos calcinados não identificados
Nº 13339
Justino: FL 46/50 1F2
Fragmentos ósseos não identificáveis
Nº 4916
Justino: P 18 FL
Fragmento de rádio, fragmento de huna dernais, ossos não identificáveis
Nº 11871
Justino: AE 36/40 1F8
Fragmento de osso longo calcinado
Nº 20752
Justino: AE 31/35 1F20
Terço superior de úmero
Nº 13529
Justino: FL 46/50 1F2
2 vértebras de peixe
Nº 14124
Justino: VFL 46/50 1F2
Fragmentos não identificáceis calcinado e não calcinado
Nº 13638
Justino: FL 46/50 1F2
Fragmento ósseo não identificado
Nº 5122
Justino: P 52 1F2
Saco sem material, fragmentos pequenos
Nº 12864
Justino: AE 41/45 1F2
Fragmento de cabeça de úmero, pequenos fragmentos não identificáveis
Nº 15123
Justino: AE 51/55 – Nível 1F9
4 fragmentos calcinados e um fragmento de osso longo calcinado
Nº 16467
Justino: AE 51/55 – Nível 1F14
1 vértebra de peixe grande, 2 dedos, 1 dente de roedor e vários fragmentos de ossos não identificáveis.
Nº 14878
Justino: AE 51/55 – Nível 1F7
1 cóclea, 1 cabeça de fêmur de pequeno animal, 1 vértebra caudal, 1 fragmento de concha, diversos ossos calcinados, um pouco de sedimento
Nº 14902
Justino: AE 51/55 – Nível 1F7
Vértebra de peixe médio em 3 fragmentos, 1 costela de pequeno animal, 1 arco zingomático, 1 fragmento de costela, 1 pedaço de cerâmica, ossos fragmentados não identificáveis
Nº 15199
Justino: AE 51/55 – Nível 1F12
1 úmero de pequeno mamífero
Nº 29038
São José 2 – Setor A7 – Nível F
Fragmentos de osso não identificáveis
Nº 25640
São José 1 – Setor AD14 – Nível F3
Fragmento de úmero de animal de grande porte descalcificado, seguido de vários fragmentos pequenos e vários fragmentos de pequenos ossos descalcificados.
Nº 22357
São José 2 – Setor F2 TRIN Vertical – Nível 1F7
Terço médio de osso longo de ave e pequenos fragmentos não identificáveis
Nº 29084
São José 2 – Setor E6 – Nível F07
Sedimentos com fragmento de ossos pulverizados
Nº 25625
São José 1 – Setor L13 TRIN Horizontal – Nível F3
Fragmento de osso longo e um fragmento de fibrila de mamífero de grande porte, um fragmento de costela, um fragmento de tíbia descalcificada, fragmentos de ossos grandes não identificáveis, fragmentos de ossos grandes não identificáveis e um fragmento calcinado de osso grande.
Nº 25636
São José 1 – Setor T13 – Nível F3
Diversos fragmentos, sendo alguns de diploe descalcificado e inúmeros fragmentos
Nº 29051
São José 2 – Setor M7 – Nível F2
Carapaça de tatu calcinada
Nº 25603
São José 1 – Setor R2 – Nível F2
Fragmentos ósseos não identificados
Nº 25571
São José 1 – Setor P14 – Nível F2
Fragmentos de ossos descalcificados de animal de grande porte.
Nº 25632
São José 1 – Setor U13 – Nível F3
1 falange de mamífero de grande porte, vários fragmentos de ossos longos
Nº 22798
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Fragmentos de ossos calcinados
Nº 22795
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Concha de molusco
Nº 12753
Vitória Régia – Setor G2 – Nível 1F1
Líticos
Nº 22818
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Horizontal – Nível F4
Fragmentos de ossos calcinados
Nº 23001
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Dedo de grande mamífero, região articular tróclea de grande mamífero, 1 fragmento não identificável.
Nº 23035
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Fragmento de osso longo
Nº 22497
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Horizontal – Nível F2
Fragmento de tatu
Nº 22664
Vitória Régia 2 – Setor R6 Trin. Vertical – Nível F4
Terço distal de uma fíbula, terço distal de uma tíbia, cabeça de um úmero, terço distal de um úmero, fragmentos de costelas, fragmentos não identificáveis calcinados.
Nº 22535
Vitória Régia 2 – Setor F5 Trin. Vertical – Nível F3
1 tíbia, 3 úmeros de pequenos animais mamíferos, fragmentos não identificáveis
Nº 22796
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Segmento de osso longo descalcificado com vários fragmentos, 1 fragmento de osso longo calcinado, 2 fragmentos de ossos longos calcinados, 2 fragmentos de ossos laminar calcinados e uma zona articular calcinada de animal de grande porte.
Nº 23002
Vitória Régia 1 – Setor Trin. Vertical – Nível F2
Diversos fragmentos de ossos descalcificados, fragmentos de ossos calcificados, fragmentos de costela calcinada de animal de médio porte, diversos fragmentos de ossos longos descalcificados, articulação umeral calcinada de animal de grande porte, fragmento de fíbula calcinado, diversos fragmentos de dentes de animais de grande porte em processo de descalcificação.
Nº 22964
Vitória Régia – Setor AJ3 Trin. Horizontal – Nível F7
2 fragmentos de mandíbula.
PESSOAL TÉCNICO ATUAL DO PAX
- Maria Cleonice de Souza Vergne
- Suely Cristina Albuquerque de Luna
- Ana Lúcia do Nascimento Oliveira
- Ana Cristina do Nascimento
- Suely Gleide Amâncio da Silva
- Henrique Alexandre Pozzi
- Cristiane Cerqueira do Nascimento (Assessoria)
- Niéde Guidon
- Gabriela d’Ávila Martin
- Ane Marie Pessis
- André Prous
- Arnaldo Vasconcelos Palmeira
- Francisco José Alves dos Santos
- Aziz N. Ab’Sáber
- José Luís de Morais
- Tânia Andrade Lima
- Emílio Fogaça
- José Maria Domingues Landin
- Arno Brichta
- José Marcelo Domingos de Oliveira
- Ailton Feitosa Martins
- Pedro Abelardo de Santana
- Onésimo Gerônimo dos Santos
- Maria Luzia Meneses Vieira