PROJETO FINANCIADO PELA CHESF
*Arqueólogas do NEA/UFPe.
Arqueólogas do PAX.
Suely Luna
Ana Nascimento
OS GRUPOS CERAMISTAS DO BAIXO SÃO
FRANCISCO: PRIMEIROS RESULTADOS
Documento 12 1997
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
REITOR: Prof. Dr. José Fernandes de Lima
VICE-REITOR: Prof. Dr. Josué Modesto dos Passos Subrinho
PROJETO ARQUEOLÓGICO DE XINGÓ - PAX
COORDENADOR GERAL:
Prof. Dr. José Alexandre F. Diniz
COORDENADORES TÉCNICOS:
Arqueóloga Maria Cleonice de Souza Vergne
Arqueóloga Suely Luna
Os CADERNOS DE ARQUEOLOGIA, publicação seriada do Projeto Arqueológico de Xingó, que têm por objetivo a divulgação de resultados de pesquisas produzidas na área, contam com duas séries: 1) Documentos, que publicam versões simplificadas de relatórios oficiais do Projeto, e 2) Textos, que publicam trabalhos de pesquisas independentes. de autoria de membros e assessores do Projeto ou de outros pesquisadores.
INTRODUÇÃO
O material proveniente das pesquisas realizadas durante o Projeto Arqueológico de Xingó (PAX), vem sendo analisado por pesquisadores de várias especialidades com o intuito de agregar o maior número de dados possíveis para que se possa integrá-los, de modo a se poder visualizar a ocupação pré-histórica dessa área, inserindo-a dentro do contexto arqueológico nordestino brasileiro.
Dentro desta perspectiva coube-nos a tarefa de estudar os vestígios cerâmicos, porém sabemos que a integração com os resultados obtidos pelas demais análises dos outros conjuntos de materiais arqueológicos será de fundamental importância para a compreensão da integridade histórica dos povos que viveram naquela região. O conjunto cerâmico de Xingó tem grande expressão, pois temos um dos maiores acervos de cerâmica associada a ritos funerários do Nordeste, que correspondem ao sítio arqueológico do Justino. Neste sítio se pode acompanhar a evolução de todo um contexto arqueológico, relacionado a cerâmicas, durante pelo menos 2.000 mil anos. E os outros sítios pesquisados nos possibilitam a compreensão da ocupação dos espaços.
Se fizermos uma breve retrospectiva do estudo dos grupos pré-históricos no Nordeste brasileiro, que possuíram a cerâmica como um dos elementos da sua cultura material, veremos que o nível de informações é bem pequeno, e que apesar dos vários anos de pesquisas realizadas, ainda falta muito para se obter um panorama da ocupação do Nordeste. Mas, aos poucos se vai formando o arcabouço teórico-metodológico bem como os próprios dados, isto é, os resultados dos trabalhos de pesquisas sistemáticas baseadas na construção de questões dirigidas a orientar um “modelo” de ocupação desses grupos. Sabemos que muitos anos ou talvez décadas serão necessárias para se obter este quadro tão almejado, contudo, as duas primeiras qualidades que deve ter um pesquisador são a paciência e a perseverança.
O estudo arqueológico sobre grupos que tem a cerâmica como um dos seus elementos materiais têm se restringido, basicamente, à própria cerâmica, sem contudo delinearmos um perfil cultural dos grupos que as utilizaram. Essa limitação interpretativa está alicerçada nos pressupostos teórico-metodológicos, ou na falta deles, adotados desde o início da arqueologia sistemática no País. Diversos trabalhos já foram publicados sobre esse período e discutidas as implicações que resultaram para a arqueologia nacional, principalmente os relacionados à implantação e o desenvolvimento do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas – PRONAPA (ver Ana Nascimento et al., 1990; André Prous, 1992; Cláudia Alves, 1991, entre outros).
O desenvolvimento das pesquisas no Nordeste é marcado pela implantação do PRONAPA nos anos sessenta, onde apenas a Bahia e o Rio Grande do Norte tiveram representantes, e mesmo assim, as investigações realizadas ficaram restritas a pequenas áreas. Identificaram-se várias tradições regionais baseadas principalmente nos atributos técnicos, sem porém ficarem claras as características sócio-econômicas dos autores dessas cerâmicas e sua filiação étnica. Como resultado desses estudos localizados, foram definidas as tradições ceramistas Tupiguarani e Aratu, duas tradições de ampla dispersão, que limitaram durante vários anos toda e qualquer possibilidade de um estudo crítico e aberto das populações ceramistas nordestinas, pois praticamente toda a cerâmica encontrada nos sítios arqueológicos eram quase que, de forma automática, relacionadas a uma das duas tradições anteriormente citadas.
Segundo Gabriela Martin (1997) “Hoje essas divisões estão sendo contestadas e admite-se a existência de grupos ceramistas independentes, não filiados a nenhuma dessas duas tradições, com cerâmicas locais que devem ser estudadas a partir dos seus atributos técnicos e utilitários, sem filiações apriorísticas”.
Dentro desse contexto, observa-se na região Nordeste a presença de algumas dessas tradições cerâmicas identificadas pelo PRONAPA e de diversas cerâmicas que não estão filiadas a nenhuma delas.
A tradição Tupiguarani está representada por diversas fases estabelecidas e, em princípio, os sítios pesquisados foram aqueles localizados ao longo da costa e região da Mata Atlântica do Nordeste, isto porque se acreditava que esta tradição estava diretamente relacionada com áreas de floresta. Porém, no transcorrer dos estudos, verificou-se, por vários pesquisadores, a presença da cerâmica Tupiguarani em áreas de domínio das caatingas, contexto ambiental bastante diverso daquele originalmente atribuído a essa tradição. No início acreditou-se tratar de grupos expulsos da região da Zona da Mata pela pressão do colonizador europeu, contudo, com o decorrer das pesquisas atestou-se que as aldeias localizadas no semi-árido continuavam com sua estrutura organizada não demonstrando quaisquer sinais de alteração no modo de vida das populações.
Um quadro de periodização dessa tradição é apresentado por José P. Brochado (1973), que estabelece o seu início e sua consolidação até 500 A.D., seguindo-se vários períodos até os dias atuais. Dentro de sua concepção o quadro proposto é:
|
|
500 |
início da tradição |
|
|
500 |
900 |
período arcaico |
Período pré-histórico |
|
900 |
1300 |
período médio |
|
|
1300 - |
1500 |
período tardio |
|
|
1500 |
1800 |
período colonial |
Período histórico |
|
1800 |
1900 |
período atual |
|
Nos últimos anos vemos o início de uma nova perspectiva no estudo da cerâmica, não mais colocando-a como elemento definidor cultural mas, sobretudo, tentando entendê-la dentro do contexto arqueológico maior do sítio, em primeira instância, onde ela é apenas uma parte do todo das informações vestigiais que resgatamos. Hoje, considera-se essencial que no estudo dos sítios arqueológicos a análise seja feita sob uma perspectiva de área, onde observar-se-á quais os elementos que serão utilizados como parâmetros para a reconstituição.
A análise do material cerâmico será desenvolvida de forma a permitir-nos a identificação das técnicas utilizadas pelo grupo na elaboração de sua cerâmica. Os procedimentos adotados seguirão os seguintes passos:
1. separaremos os fragmentos cerâmicos em unidades;
2. serão analisados os elementos que compõem cada unidade cerâmica;
3. identificaremos os objetos dentro de cada unidade cerâmica;
4. segregaremos as características que irão delinear o perfil técnico cerâmico do sítio.
O primeiro nível de ordenamento dos fragmentos, para darmos início à análise, constitui em separá-los. Para essa separação, os elementos que servirão de parâm serão a presença e os tipos de aditivo, e o tratamento de superfície externa dos fragmentos. Os fragmentos que não apresentarem condições de verificação de um desses dois elementos irão constituir a classe dos fragmentos cerâmicos residuais.
A escolha dos elementos acima citados como parâm, deu-se porque eles nos ofereceriam uma distinção perceptiva imediata dos fragmentos, como também pelo seu menor grau de ambigüidade analítica, ou seja, esses elementos não teriam outras variáveis que influenciariam em sua caracterização.
Os elementos de
caracterização das unidades
Verificamos, dentro de cada unidade cerâmica, a presença e os tipos de aditivo, que tecnicamente poderiam servir para melhorar a manuseabilidade da argila, aumentar ou diminuir a sua porosidade e permeabilidade como também de aumentar a resistência dos objetos depois da queima.
Juntamente com a análise do tipo de aditivo, observamos o seu tamanho, sua distribuição na pasta e a formação e bolhas de ar. Esses elementos podem nos indicar um amassamento homogêneo ou não da pasta pelo artesão.
A escolha do aditivo como primeiro parâmetro se deve ao fato de que existem muitos objetos que possuem mais de um tipo de tratamento de superfície, de forma que poderíamos, na segregação das unidades, separar fragmentos de um mesmo objeto.
b – Tratamento de superfície
A etapa de acabamento dos objetos pode ser composta por vários procedimentos de uniformização das superfícies. Esses processos podem ter finalidades utilitárias e/ou decorativas. São procedimentos de difícil identificação, a não ser por algumas marcas que, às vezes, podem escapar ao artesão. Consideramos, para efeito de análise, a última ação humana que determina as superfícies do objeto, como sendo o acabamento das superfícies propriamente dito. Portanto, além do alisamento, polimento e o brunido, as decorações plásticas e pintadas serão consideradas como o tratamento de superfície.
Para a segregação das unidades, utilizaremos apenas a superfície externa dos fragmentos, isto porque, a maior diversidade técnica é apresentada nesta superfície.
Nos fragmentos que apresentam pintura, será necessária a realização de análises específicas para identificar a origem dos pigmentos que foram utilizados na sua elaboração, de forma a podermos obter outras informações sobre as matérias-primas utilizadas pelo grupo. Indicar-se-á as cores das tintas utilizadas, como também far-se-ão observações sobre o grau de desprendimento das tintas, quando em contato com a água, o que poderá nos permitir distinguir as etapas na execução dessas pinturas.
No momento da análise do tratamento das superfícies, será feita referência aos instrumentos utilizados na preparação da cerâmica, bem como às deduções de suas funções no processo produtivo da peça. Essas referências serão feitas através dos resultados finais da utilização desses instrumentos no conjunto de fragmentos da unidade.
No interior de cada unidade cerâmica, procederemos à análise de outros parâm, tais como:
1 – Identificação do tipo de tratamento da superfície interna dos fragmentos que compõem as unidades cerâmicas; a partir desta análise, poderemos identificar um ou mais tipos de tratamento de superfície interna, passarão a constituir um grupo dentro da unidade, e, no interior desse grupo, observamos:
· quantidade de fragmentos;
· separação dos fragmentos que fornecem elementos de informação, tanto de ordem técnica quanto de identificação da forma;
· os fragmentos que nos fornecerem apenas informações no tocante ao tipo de aditivo e ao tratamento de superfície, irão constituir a classe de análise diferida.
2 – Identificados esses elementos, trabalharemos, dentro de cada grupo, com os fragmentos que nos informam a identidade da forma, para isso, iniciaremos a etapa de recomposição dos objetos.
Para a reconstituição das vasilhas cerâmicas, como na maioria das vezes não temos a vasilha inteira, para proceder sua recomposição será necessário passar por várias etapas:
· tentativa de encaixe dos fragmentos para que possamos, o máximo possível, colar os fragmentos e recompor os objetos com maior segurança. Para esta etapa, separamos as partes correspondentes do objeto por espessura e forma, de modo a facilitar sua recomposição;
· iniciamos a separação das vasilhas que conseguimos completar, daquelas que conseguimos apenas seu contorno. Dessas vasilhas, separamos, ainda, as que têm boca circular das que não possuem boca circular;
· na reconstituição das vasilhas que não apresentam todos os elementos que consideramos essenciais para a recomposição, ou seja, borda, bojo e base, mas que apresentam, no mínimo, ¼ da borda e do bojo, será feita uma associação entre as bases encontradas na unidade, como também pela tendência de suas espessuras em relação ao bojo e à borda que lhes seria correspondente. Neste caso, estas vasilhas serão consideradas de reconstituição hipotética. Em alguns casos, ainda que o fragmento ou a junção de vários fragmentos não possibilite a obtenção deste mínimo de ¼ do objeto, será feito o seu esboço de maneira a podermos calcular, em termos de quantidade, o volume aproximado de peças no sítio, estabelecendo estimativas de uso e produção, bem como as preferências aos tipos de formas;
· a reconstituição das vasilhas que apresentam boca não circular, só poderá ser realizada se dispormos, além dos elementos essenciais, de no mínimo, os dois eixos que estabelecem sua forma geométrica;
· após a reconstituição das vasilhas, realizar-se-á a recomposição gráfica de cada uma delas;
· a próxima etapa será a identificação dos tipos de vasilha. E para esta identificação tomar-se-ão os seguintes critérios:
1 – o tipo de boca das vasilhas;
2 – o contorno das vasilhas;
3 – o tamanho, que será obtido a partir da relação entre o diâmetro da boca e a profundidade da vasilha;
4 – e o tipo de base.
Para a reconstituição de outros objetos cerâmicos, será procedida a junção e colagem das partes componentes desses objetos, a partir de sua forma e espessura, será efetuada a recomposição gráfica de cada objeto; e será realizada a separação por forma geométrica de cada objeto.
Após esses procedimentos de análise da unidade, observam-se os seguintes pontos:
· a distribuição da unidade entre as áreas identificadas no sítio;
· os tipos de objetos identificados na unidade e suas representatividades;
· os tipos de formas desses objetos e suas representatividades;
· a identificação de possíveis sinais de utilização nos objetos.
Muitos procedimentos podem ser acrescentados à análise, porém é necessário que todos os passos analíticos a serem dados não tenham ambigüidade e, principalmente, fique claro o porquê de sua utilização.
A análise do conjunto cerâmico de Xingó encontra-se, no momento, em fase de desenvolvimento, porém alguns resultados já podem ser adiantados com relação às coleções cerâmicas dos sítios Justino I, São José I, São José II, Caraíbas, Recanto do Olodum e Mulungu. O que se percebeu nesta primeira etapa é que estamos tratando com um novo horizonte cerâmico, não relacionado, em princípio, com outras cerâmicas já estudadas na região. As cronologias obtidas nos remetem a ocupações desde 4.340 a 1.280 ± 45 anos BP no sítio Justino I, e as duas datações oriundas do sítio São José II, 3.500 ± 110 e 4.140 ± 90 BP, que corroboram essa ocupação antiga, com possibilidade de se ter uma sequência mais completa, pois existem muitas amostras ainda não datadas, colocando esse conjunto dentro de um período cronológico fora da suposta influência da tecnologia cerâmica de tradição Tupiguarani ou Aratu.
Um outro fator que será de suma importância para a caracterização do perfil dessas populações é o fato de se ter um acervo de vestígios muito rico do ponto de vista de informações, com possibilidades de relações em diversos níveis da cultura material, ou talvez até mesmo da chamada cultura simbólica, como é por exemplo o caso das relações entre a cerâmica e o ritual de enterramento. Será possível não só estabelecer características técnicas, mas sobretudo se poderá entender espacial e funcionalmente a utilização dessas cerâmicas associadas aos enterramentos. Do mesmo modo, as relações entre a cerâmica e o material lítico, ao menos aqueles que poderão estar relacionados espacialmente com a cerâmica, enfim, um mundo de relações podem ser obtidas não apenas relacionadas às questões tecnológicas.
Mostraremos em seguida as primeiras tabelas com as características técnicas gerais obtidas, sendo seguidas de lista com as abreviações de todos os tipos de variantes de aditivo, tratamento da superfície externa, tratamento da superfície interna e das técnicas de manufatura que ocorrem nos sítios analisados.
SÍTIO JUSTINO I
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
1 |
AE |
AL |
AL |
AD/ML |
1 a 19; 21 a 25, 27;30 |
|
1 |
2 |
AE |
AL |
EB |
NI |
4, 7, 8, 14, 16 |
|
1 |
3 |
AE |
AL |
AL+PV |
NI |
12, 13 |
|
1 |
4 |
AE |
AL |
AL+VE |
NI |
14 |
|
1 |
5 |
AE |
AL |
VE |
NI |
4, 6, 11, 12, 16, 17 |
|
2 |
1 |
AE |
RL |
AL |
AD |
3,4,7,8,9,12 a 20 |
|
2 |
2 |
AE |
RL |
AL+PV |
AD |
22 |
|
3 |
1 |
AE |
CR |
AL |
AD |
1,2,3,5,11,12 |
|
4 |
1 |
AE |
AL+VE |
VE |
NI |
3 |
|
4 |
2 |
AE |
AL+VE |
AL+VE |
NI |
16 |
|
4 |
3 |
AE |
AL+VE |
AL |
NI |
16 |
|
5 |
1 |
AE |
VE |
VE |
AD |
2,6,7,8,9 |
|
5 |
2 |
AE |
VE |
AL |
NI |
2, 3, 4 |
|
6 |
1 |
AE |
EC |
AL |
AD |
9,11,12,13,14,17 a 22 |
|
7 |
1 |
AE |
EX |
AL |
NI |
10,11,13,18,19,20 |
|
8 |
1 |
AE |
EX+PV+IP |
AL |
NI |
12, 13 |
|
9 |
1 |
AE |
EX+IP |
AL |
NI |
13, 17 |
|
10 |
1 |
AE |
EX+MI |
AL |
NI |
19 |
|
11 |
1 |
AE |
IP |
AL |
NI |
4,6,7,10,11,12,13,20 |
|
12 |
1 |
AE |
AL+IP |
AL |
AD |
1,2,5,12 a 21 |
|
13 |
1 |
AE |
IP+MI |
AL |
NI |
17 |
|
14 |
1 |
AE |
IP+PV |
AL |
NI |
17, 18 |
|
15 |
1 |
AE |
AL+PV+IP |
AL+PV |
AD |
16 |
|
16 |
1 |
AE |
MC+RO |
AL |
AD |
12,13,15 a 19 |
|
17 |
1 |
AE |
MI |
AL |
AD/ML |
5,15,17,19 |
|
18 |
1 |
AE |
PA+AL |
AL |
NI |
3,5,6,8,10,14,15,16 |
|
19 |
1 |
AE |
PT |
AL |
NI |
4, 9 |
|
20 |
1 |
AE |
AL+PT |
AL |
AD |
14,16,17 |
|
21 |
1 |
AE |
PD |
PD |
AD |
2,3,4,6,7,8 |
|
21 |
2 |
AE |
PD |
AL |
NI |
2 |
|
22 |
1 |
AE |
PD+IP |
PD |
AD |
8 |
|
23 |
1 |
AE |
RO |
AL |
AD |
2 a 7,9 a 14,16 a 20,22,23,31 |
|
Unidade |
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
24 |
1 |
AE |
RO+EC |
AL |
AD |
6,17,18 |
|
25 |
1 |
AE |
RO+MI |
AL |
AD |
9 |
|
26 |
1 |
AE |
RO+IP |
AL |
AD |
16 |
|
27 |
2 |
AM |
AL |
AL |
AD/ML |
1 a 15,17 a 21, 31, 32 |
|
27 |
2 |
AM |
AL |
AL |
AD/ML |
2,3,7 |
|
28 |
1 |
AM |
RL |
AL |
NI |
14 |
|
29 |
1 |
AM |
AL+PV |
AL+PV |
NI |
19,21 |
|
29 |
2 |
AM |
AL+PV |
AL |
NI |
18 |
|
29 |
3 |
AM |
AL+PV |
EV |
NI |
4 |
|
30 |
1 |
AM |
CR |
AL |
AD |
2,4,8,9,10 |
|
31 |
1 |
AM |
EV |
EV |
AD |
4,5,7,16 |
|
32 |
1 |
AM |
EC |
AL |
AD |
1,10 |
|
33 |
1 |
AM |
AL+GF |
GF |
NI |
1 |
|
34 |
1 |
AM |
IP |
AL |
NI |
3,12 |
|
35 |
1 |
AM |
AL+IP |
AL |
NI |
11 |
|
36 |
1 |
AM |
AL+EX+IP |
AL |
NI |
19 |
|
37 |
1 |
AM |
MI |
AL |
AD |
16 |
|
38 |
1 |
AM |
PD |
PD |
NI |
3,6 |
|
38 |
2 |
AM |
PD |
AL |
NI |
5 |
|
39 |
1 |
AM |
RO |
AL |
AD |
8,15,17,20,21,24 |
|
40 |
1 |
CT |
AL+EB |
VB |
NI |
1 |
|
41 |
1 |
CT |
AL |
AL |
AD |
1,3 |
|
41 |
2 |
CT |
AL |
EB |
AD |
1,3 |
|
42 |
1 |
BA |
AL |
AL |
NI |
1 |
|
43 |
1 |
CT+AE |
AL |
EB |
NI |
5 |
|
44 |
1 |
AU |
AL |
AL |
AD |
1,7,16,21 |
|
44 |
2 |
AU |
AL |
EB |
AD |
2 |
|
45 |
1 |
AU |
AL+PV |
AL+PV |
NI |
18 |
|
46 |
1 |
AU |
EC |
AL+PV |
NI |
8 |
|
47 |
1 |
AU |
MC+RO |
AL |
AD |
20 |
|
48 |
1 |
AU |
AL+IP |
AL |
AD |
16,18 |
|
49 |
1 |
AU |
PD |
PD |
NI |
1,11,13,14,19,23 |
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
AE |
AL |
AL |
NI |
1,3,4,5,6,7 |
|
|
2 |
AE |
AL |
PV |
NI |
1 |
|
|
1 |
AE |
EC+AL |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AE |
EC |
AL |
NI |
3 |
|
|
1 |
AE |
VB |
AL |
NI |
3 |
|
|
1 |
AE |
AL+IP |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AE |
PT |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AU |
PD |
PD |
AD |
1 |
|
|
2 |
AU |
PD |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AU |
PV |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AM |
AL |
AL |
NI |
1 |
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
AE |
AL |
AL |
AD |
1 a 9, 14 a 18 |
|
|
1 |
AE |
EC |
AL |
NI |
1,2,3 |
|
|
1 |
AE |
AL+ MI |
AL+PV |
NI |
15 |
|
|
1 |
AE |
MI |
AL |
NI |
17 |
|
|
1 |
AM |
AL |
AL |
NI |
3,6 |
|
|
1 |
AU |
AL |
AL |
NI |
1 |
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
AE |
AL |
AL |
NI |
1 |
|
|
1 |
AE |
EC |
AL |
NI |
1 |
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
AE |
AL |
AL |
NI |
10 |
|
Grupo |
Aditivo |
TSE |
TSI |
Manuf. |
Fase |
|
|
1 |
AE |
AL |
AL |
AD |
4 |
Observa-se uma tendência entre os sítios da área arqueológica de Xingó, de apresentarem as mesmas características técnicas e morfológicas, talvez indicando a mesma origem, ou seja, que pertenceriam ao mesmo perfil técnico. Através da análise mais detalhada desses sítios poderemos estabelecer essa correlação.
Endereço para contato:
UFPE – CFCH – Pós-Graduação em História, 10º andar
Núcleo de Estudos Arqueológicos
Cidade Universitária – Recife – PE – Brasil – 50670-901
E-mail: sluna@npd.ufpe.br
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CERÂMICAS DO SÍTIO
JUSTINO
FOTO 1 - Cachimbos
FOTO 2 – Cerâmica Corrugada
FOTO 3 – Cerâmica Alisada/Excisa/Incisa
FOTO 4 – Cerâmica Ponteada-Arrastado
FOTO 5 – Cerâmica Marcada com instrumentos de ponta
FOTO 6 – Cerâmica Aplicada em forma de roletes
FOTO 7 – Cerâmica Roletada/Marcada com Esteira
FOTO 8 – Cerâmica Roletada
FOTO 9 – Cerâmica Excisa
PESSOAL TÉCNICO ATUAL DO PAX
- Maria Cleonice de Souza Vergne
- Suely Cristina Albuquerque de Luna
- Ana Lúcia do Nascimento Oliveira
- Ana Cristina do Nascimento
- Suely Gleide Amâncio da Silva
- Henrique Alexandre Pozzi
- Cristiane Cerqueira do Nascimento (Assessoria)
- Niéde Guidon
- Gabriela d’Ávila Martin
- Ane Marie Pessis
- André Prous
- Arnaldo Vasconcelos Palmeira
- Francisco José Alves dos Santos
- Aziz N. Ab’Sáber
- José Luís de Morais
- Tânia Andrade Lima
- Emílio Fogaça
- José Maria Domingues Landin
- Arno Brichta
- José Marcelo Domingos de Oliveira
- Ailton Feitosa Martins
- Pedro Abelardo de Santana
- Onésimo Gerônimo dos Santos
- Maria Luzia Meneses Vieira