PROJETO FINANCIADO PELA CHESF
Texto compilado por Pedro Abelardo de Santana e
Ailton Feitosa Martins a partir de Documentos e
Relatórios do PAX.
Revisto por Ana Cristina do Nascimento e Maria
Cleonice de Souza Vergne
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS A
MONTANTE DA UHE DE XINGO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
REITOR: Prof. Dr. .José Fernandes de
Lima
VICE-REITOR: Prof. Dr. Josué Modesto dos Passos Subrinho
PROJETO ARQUEOLÓGICO DE XINGO - PAX
COORDENADOR GERAL:
Prof. Dr. José Alexandre F. Diniz
COORDENADORES TÉCNICOS:
Arqueóloga Maria Cleonice de
Souza Vergne
Arqueóloga Suely Luna
OS CADERNOS DE ARQUEOLOGIA. publicação seriada do
Projeto Arqueológico de Xingó, que têm por objetivo a divulgação de resultados
de pesquisas produzidas na área, contam com duas séries: 1) Documentos, que
publicam versões simplificadas de relatórios oficiais do Projeto, e 2) Textos, que publicam trabalhos de
pesquisas independentes, de autoria de membros e assessores do Projeto ou de
outros pesquisadores.
O
salvamento arqueológico de Xingó compreendeu o levantamento de 56 sítios que, à
base do tipo e da quantidade de vestígios, indicativa de maior permanência,
podem ser classificadas em sítios a céu aberto e sítios em abrigos. Os sítios a
céu aberto se classificam em acampamento. habitação e cemitério. Os sítios em
abrigo - de registros gráficos - tanto são sítios de pinturas, como de gravuras e de ambos.
No
conjunto dos sítios de céu aberto foram coletados numerosos vestígios líticos,
cerâmicos, de fauna, ossos, esqueletos completos associados ao mobiliário
funerário, fogueiras e sedimentos, disponíveis conforme a tabela 1.
A localização dos sítios se
encontra nas figuras 1, 2 e 3.
1. SÍT1OS DE ACAMPAMENTO
São
28 sítios, com evidências de permanência temporária ou semi-temporária.
SITIO MANDACARU DAS PEDRAS
Trata-se
de um sítio localizado no terraço onde se encontram o riacho da Quixaba e o rio
São Francisco. na fazenda Mandacaru. município de Paulo Afonso (BA). O terraço
é pequeno, recuado e elevado à altura de 18m, constituído de areia. seixos e
silte.
A
vegetação era composta por facheiro, circundado pelo rnandacaru (Cereus
jamacaru). craibeira (Tabebuia caraiba). xique-xique (Pilosocerus gounelley).
angico (Pitpademia sp.). formando uma boa cobertura na área.
A
trincheira paralela ao rio mede 2m x 8m e 4,35m de profundidade, a transversal
mede 2m x 9m e l,95m de profundidade.
Essas trincheiras foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo as denominações seguintes: trincheira paralela - B/C
- 1/8 com 17 níveis; trincheira transversal - A/G - 5/6 com 9 níveis.
Feita
a limpeza de 15cm, composta de areia, foram escavados l,80m de areia. seixos e
silte, e mais 2,20m de areia do rio. Parte do embasamento rochoso foi atingido
pelo nível a 4,35m. Pelo trado, a 8,15m foi confirmada a inclinação da rocha no
sentido do riacho Quixaba.
Nos
níveis, encontraram-se peças líticas, manchas escuras/avermelhadas evidenciando
fogueiras. Os vestígios estavam concentrados na trincheira paralela, nos níveis
02 (55cm), 03 (75cm) e 07 (1,55cm). Na primeira trincheira transversal, a
concentração se deu nos níveis 06 (1,35m) e 07 (1,.55m). O material não se
encontra disponível.
SÍTIO CARAÍBAS
Localizado
no riacho Recantinho, nas terras da fazenda Picos, município de Paulo Afonso
(BA). Está situado num terraço elevado à altura de 12,07m do rio São Francisco.
constituído de areias e siltes.
A
vegetação apresentava-se de modo esparso, com algumas unidades arbustivas e
caraibeiras (Tabebuia caraíbas): no restante da área as plantas eram rasteiras.
Cada
margem do riacho foi prospectada em
cerca de 2Km. encontrando-se vestígios arqueológicos nos terraços próximos à
foz. A 200m da margem direita do
riacho Recantinho e l00m do rio São Francisco, foi encontrada uma lasca de
quartzito (material de superficie). Na margem direita do riacho foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x l0m e 3,5m de
profundidade. Fez-se uma limpeza inicial de 15cm e níveis de 20 em 20cm. Essa
trincheira foi subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a denominação
A/B - 1/10, com 10 níveis. Feita a limpeza de 15cm, o restante era composto de
areia, l,20m areia/silte e 75cm areia de rio.
Retirou-se
6.65Kg de sedimentos, além de 6 peças líticas e 6 fragmentos cerâmicos.
SÍTIO CURVA DA SOLIDÃO
Situado
na fazenda São Pedro, município de Paulo Afonso (BA), num terreno
elevado a urna altura de 16,46m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Recanto, constituído de areia e siltes.
Toda
a área era coberta pela vegetação arbustiva, podendo ser identificadas as
espécies de facheiro (Cephalocereus piauhyensis), caraibeira (Tabebuia
caraiba), jurema branca (Mimosa rnelacocentra) e jurema preta (Mimosa
hostilis).
Em
cada margem do riacho foram prospectados cerca de 3km. No terraço próximo a foz
não foram encontrados vestígios arqueológicos de superficie. Foi aberta uma
trincheira transversal com 2m x 10m e 3,50rn de profundidade. A limpeza da
superficie foi de 15cm e níveis de 20 em 20cm. A trincheira foi subdividida em
quadrículas de 1rn x 1m, recebendo a denominação A/L - 1/2 com 13 níveis. Após
limpeza de 15cm de areia, foram escavados 1m de areia/sílte, l,80m de areia e
seixo, 55crn de areia de rio. Parte do embasamento rochoso foi atingido a 3,5m.
Pelo trado, a 4,50m confirmou-se a inclinação da rocha para o rio São
Francisco.
Em
um nível foram encontrados vestígios diretos e indiretos (líticos e forno) e em
dois, vestígios indiretos (mancha escura e final do forno), além de 4,40kg de
sedimentos.
SÍTIO MANDU
Sítio
localizado na fazenda Xingó, município de Paulo Afonso (BA), num terraço
elevado a uma altura de 15,32m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Mandu. Era um sítio bem visualizado do rio, apresentando bordas
parcialmente erodidas e formado por um terraço aluvial constituído de areias e
siltes, tendo uma área bastante ventilada.
A
vegetação era arbórea em todo o sítio, sendo identificadas apenas a braúna
(Schinopsis brasiliensis) e o juazeiro (Zizvphus joazeiro).
Foi
prospectado cerca de 5km de cada margem, só encontrando vestígios próximo à
foz. Foram realizadas duas trincheiras, uma paralela ao rio São Francisco, com
2m x 8m e
2,40 de profundidade, a
outra transversal, com 2m x 5m e 1,65m de profundidade. Os níveis foram de 20
em 20cm. A trincheira foi subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo as
denominações seguintes: trincheira paralela _ A/B – 1/7 com 10 níveis;
trincheira transversal – A/E – 1/2com 06 níveis.
Realizada a
limpeza (15cm) foram retiradas 1,20m de areia e silte compactado e 1,05 de
areia de rio. O embasamento rochoso encontrava-se a 2,40m.
O material de
superfície foi coletado na margem direita do rio; em um trecho de 18m, foram
coletados 2 líticos de sílex, 1 lasca de arenito e um fragmento de borda de
vasilhame cerâmico (7mm de espessura) com marcas de torno. O material
disponível deste sítio inclui 14,3kg de sedimentos, além de 10 peças líticas no
terceiro nível (tabela 3.4).
5 – SÍTIO RECANTO DO OLODUM
Sítio
localizado na fazenda Xingó, município de Paulo Afonso (BA), situado num
terraço elevado à altura de 14,12m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Mulungu, na sua margem esquerda, com bordas bastante erodidas, e
constituído de areias e siltes.
Toda a área do
sítio era coberta pela vegetação arbustiva, sendo identificadas as espécies de
faveleira (Cnidoxulis phyllacanthus) e quixabeira (Bumelia sartorum).
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x 5m, com 2,60m de
profundidade. Essa trincheira foi subdividida em quadrículas de 1m x 1m,
recebendo a denominação A/B – 1/5 com 10 níveis de 20 em 20cm. Realizou-se a
limpeza (15cm) seguida de 2,60m de areia/silte compactado. Parte do embasamento
rochoso foi atingido a 2,60m. Pelo trado, a 3,60m confirmou-se a inclinação da
rocha no sentido do riacho Mulungu.
O material
extraído desse sítio e disponível para análise encontra-se listado na tabela
3.5.
6 – SÍTIO MULUNGU
Sítio
localizado na fazenda Xingó, município de Paulo Afonso (BA), situado num
terraço recuado, elevado a uma altura de 23,13m, na confluência do rio São
Francisco com o riacho Mulungu, formado por areias e silte.
A vegetação
era constituída por algumas unidades arbóreas de juazeiro (Ziziphus joazeiro) e
umbuzeiro (Spomdias tuberosa); no restante da área era rasteira. Antes existia
no local uma roça de feijão (Vigna unguiculata) e milho (Zea mays).
A trincheira
paralela media 2m x 2m e 2,50m de profundidade, a transversal media 1m x 1m e
1,55m de profundidade. Essas trincheiras foram subdivididas em quadrículas de
1m x 1m e receberam as seguintes denominações: trincheira paralela – E/F – 1/13
com 10 níveis; trincheira transversal – A/L – 5/6 com 07 níveis. Feita a
limpeza de 15cm de areia, retirou-se 1,20m de areia e silte/compacto, 20cm de
areia típica de rio. Os níveis foram realizados a cada 20cm. Parte do
embasamento rochoso foi atingido a 2,50. Pelo trado, a 3,50m foi confirmada a
inclinação da rocha no sentido do riacho Mulungu.
Os vestígios
estavam concentrados na trincheira paralela, nos níveis 4 (95cm) e 5 (15m) e na
transversal no nível 4 (95cm). Um nível apresentou vestígios diretos (líticos e
cerâmicos) e dois indiretos (manchas escuras e avermelhadas). Estão disponíveis
55 líticos, 70 fragmentos cerâmicos, além de serem evidenciadas manchas escuras
e avermelhadas. Não foram encontrados vestígios de ocre, esqueleto, nem de
ossos humanos. Foram coletados 5,05kg de sedimentos.
SÍTIO XINGOZINHO
Sítio
localizado na fazenda Xingó, município de Paulo Afonso (BA). Situado num
terraço elevado a uma altura de 15,90m, na confluência dos riachos Mulungu e
Xingozinho, constituído de areias e siltes. Dele, tinha-se uma visão ampla dos
sítios Recanto de Olodum e Mulungu.
Em toda a área
do sítio a vegetação era arbórea. Foram identificadas as seguintes espécies:
juazeiro (Zizyphus joazeiro), quixabeira (Bumelia sartorum), pau-ferro
(Caesalpina ferrea) e umbuzeiro (Spondias tuberosa). Os vegetais de superfície
foram encontrados na margem direita do riacho Mulungu, 80m acima da foz, em um
trecho com cerca de 130m, sendo coletados 1 núcleo de sílex, 1 lasca de arenito
e 45 fragmentos cerâmicos, a maioria com espessura superior a 5mm.
A trincheira
paralela mede 2m x 10m e 4,50m de profundidade, sendo subdividida em
quadrículas de 1m x 1m recebendo a denominação A/L – 1/2com 15 níveis.
Realizou-se a limpeza com a retirada de 15cm de areia, e mais 4,35m de areia,
silte compactado. Parte do embasamento rochoso foi atingido a 4,5m. Pelo trado,
a 6,50m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do riacho Mulungu.
Foram
retirados 7,0kg de sedimentos além de 5 peças líticas e 45 fragmentos de
cerâmica.
SÍTIO FRONTEIRA
Sítio
localizado na fazenda Xingó, município de Paulo Afonso (BA). Situado num
terraço elevado, a uma altura de 9,75m, na confluência do rio São Francisco e
do riacho Xingozinho, em sua margem esquerda, com formação de areias e siltes.
Esse sítio situava-se no início de um pequeno canhão transversal ao rio, sendo
protegido da vista do rio. É o último sítio do Estado da Bahia.
O sítio era
coberto por uma vegetação arbórea em toda a sua extensão, sendo identificadas
as espécies de angico (Piptademia sp. e Anadenanthera sp.), juazeiro (Zizyphus
joazeiro), quixabeira (Bumelia sartorum) e pau-ferro (Caesalpina ferrea).
A trincheira
paralela media 2m x 5m, com uma profundidade de 3,50m. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m, com níveis a cada 20cm, recebendo a
denominação A/B – 1/5 com 13 níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, e mais
3,35m de areia e silte compactado. Parte do embasamento rochoso foi atingido a
3,50m. Pelo trado, a 4,50m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do
riacho Xingozinho.
Dois níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos (líticos e manchas escuras). Sendo
disponíveis 6 líticos e 10 fragmentos cerâmicos, além de 4,05kg de sedimentos.
SÍTIO JUZAEIRO
Sítio
localizado na fazenda Monte Escuro, município de Canindé do São Francisco (SE),
situado num terraço elevado a uma altura de 9,86m, na confluência do rio São
Francisco e do riacho Xingozinho, constituído de areia e silte. Iniciava-se no
estreitamento do canhão, sendo o primeiro sítio do Estado de Sergipe e o último
da Área 1.
Na base da
parede existia vegetação arbórea, constituindo apenas10% do sítio. A única
espécie existente era o juazeiro (Zizyphus joazeiro). O resto do sítio
apresentava apenas uma vegetação rateira, tornando difícil a permanência nele
pela ausência de sombra nas horas quentes do dia.
A cerca de
140m do rio São Francisco, na margem direita do Xingozinho, foram coletados 13
fragmentos de cerâmica (espessura entre 3mm e 6mm), portanto, materiais de
superfície.
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio, medindo 2m x 10m e 3,30m de profundidade.
Recebendo a seguinte denominação: A/L – 1/2 com 12 níveis. Realizada a limpeza
de 15cm de areia, foram escavadas 1,80m de areia e silte compactado, 1,35m de
areia do rio. Parte do embasamento rochoso foi atingido pelo nível a 3,30m.
Pelo trado, a 4,30m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio São
Francisco.
Três níveis
apresentaram vestígios diretos, sendo 23 peças cerâmicas, 3 líticos a 75cm e
mais 4 líticos a 95cm. Foram retirados 3,40km de sedimentos.
SÍTIO ESPERANÇA
Sítio
localizado na fazenda Cachoeira do Lamarão, o primeiro da Área 2, no município
de Canindé do São Francisco (SE). Situado num terraço a uma altura de 9,46m, na
confluência do rio São Francisco e do riacho Poço Verde, constituído de areias
e silte.
A base era
constituída apenas por vegetação arbustiva, com espécie de caraibeira (Tabebuia
caraiba), quixabeira (Bumelia sartorum), jurema branca (Mimosa melaconcentra) e
jurema (Mimosa hostilis). No restante do sítio a vegetação era rateira e,
anteriormente, existia uma roça de feijão (Vigna uniguiculata) e milho (Zeca
mays).
Abriu-se uma
trincheira transversal ao rio São Francisco, medindo 2m x 10m e 4m de
profundidade. Essa trincheira foi subdivida em quadrículas de 1m x 1m recebendo
a seguinte denominação: A/L – ½ com 15 níveis. Foi realizada a limpeza com a
retirada de 15cm de areia e mais areia/silte (compacto), 2,05m de areia de rio,
com níveis a cada 20cm. Parte do embasamento rochoso foi atingido a 4m. Pelo
trado, a 7m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio São Francisco.
Dois níveis
apresentaram vestígios diretos(líticos, forno, manchas escuras e avermelhadas)
e um vestígio indireto (manchas escuras e avermelhada). Foram retirados
sendimentos totalizados 5,95Kg(tabela 3.10).
SÍTIO POÇO VERDE
Localizado da
Fazenda Cachoeira do Lamarão II, município de Canindé de São Francisco (SE).
Situado num terraço elevado a uma altura de 6,61m, na confluência do rio São
Francisco e do riacho Poço Verde, formado por areias e silte.
Em toda a área
do sítio a vegetação era arbustiva, sendo identificadas as espécies de jurema
(Mimosa melacocentra), jurema preta (Mimosa hostilis), craibeira (Tabebuia
caraiba), espinheiro (Mimosa/sp.) e facheiro (Cephalocereus piauhyensis).
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio São Francisco, medindo 2m x 13m e 3m de
profundidade. Essa trincheira foi subdividida em quadrículas de 1m x 1m,
recebendo a denominação: A/P – 1/2com 12 níveis. Realizou-se a limpeza com a
retirada de 15cm de areia, escavando-se mais 1,40m de areia/silte compacto e 1,45m
de areia de rio, sendo parte do embasamento rochoso atingido a 3m. Pelo trado,
a 4m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio São Francisco.
Dois níveis
apresentaram vestígios diretos (cerâmica) e um apresenta vestígios direto e
indireto (cerâmica e mancha). Os vestígios estão concentrados no nível 2 (4
fragmentos cerâmicos), 3 (2 fragmentos cerâmicos), 4 (2 fragmentos cerâmicos).
Foram retirados 4kg de sedimentos (tabela 3.11).
SÍTIO JUREMA
Sítio
localizado na fazenda Cachoeira do Lamarão II, no município de Canindé de São
Francisco (SE). Situado num terraço elevado a uma altura de 11,16m, na
confluência do rio São Francisco com o riacho Jurema, com bordas bastante
erodidas e constituído de areia e silte. Na base da parede existia apenas uma
vegetação arbustiva, constituída pelas espécies de craibeira (Tabebuia
caraiba), quixabeira (Bumelia sartorum), jurema branca (Mimosa melacocentraa) e
jurema preta (Mimosa hostilis). No restante do sítio a única vegetação
existente era a rasteira.
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio São Francisco, com 2m x 5m e 2m de profundidade.
Os níveis foram realizados a cada 20cm. A trincheira foi subdividida em
quadrículas de 1m x 1m, recebendo a denominação seguinte: A/E – 1/2com 09
níveis.
Fez-se a limpeza
de 15cm de areia, retirando-se mais 1,20m de areia/silte compacto e 65cm de
areia do rio, e o embasamento rochoso foi atingido a 2m.
Três níveis
apresentaram vestígios diretos, um indireto e um direto e indireto. Os
vestígios disponíveis: 01 peça lítica, 15 fragmentos cerâmicos e evidências de
manchas escuras. Foram coletados 5,35kg de sedimentos (tabela 3.12).
SÍTIO BELA VISTA
Localizado na
fazenda Santa Júlia, município de Canindé de São Francisco (SE), situado num
terraço elevado à altura de 10,80m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Jurema, constituído de areia e silte.
A vegetação
era arbórea, dominando as espécies de juazeiro (Zizyphus joazeiro) e de braúna
(Schinopsis brasiliensis); no restante da área as plantas eram rasteiras.
Antes, havia uma roça de feijão (Vigna uniguiculata) e milho (Zea mays).
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, com 2m x 15m, com 1,35m de
profundidade. Os níveis foram efetuados a cada 20cm. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a denominação A/B – 1/15 com
06 níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, escavando-se mais 1,20m de
areia/silte compacto e, por volta de 1,35m foi atingido o embasamento rochoso.
Três níveis
apresentaram vestígios direto e, no total, estão disponíveis 94 fragmentos
cerâmicos, 6 peças líticas. Além desses, foram coletados 3,05kg de sedimentos.
SÍTIO LAMARÃO
Sítio
localizado na fazenda Lamarão, município de Delmiro Gouveia (AL). Situado num
terraço elevado à altura de 7,90m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Lamarão, constituído de areia e silte.
Em toda a área
do sítio a vegetação era arbustiva, com as seguintes espécies: craibeira
(Tabebuia caraiba), jurema branca (Mimosa melacocentra), jurema preta (Mimosa
hostilis) e facheiro (Cephalocereus piauhiensis).
Foi abera uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, com 2m x 15m e profundidade de 2,85m.
Os níveis foram realizados a cada 20cm. Essa trincheira foi subdividida em
quadrículas de 1m x 1m, com a seguinte denominação A/B – 1/15 com 11 níveis.
Realizou-se a limpeza de 15cm de areia, retirando-se mais 1,80m de areia/silte
compacto, 90cm de areia. Parte do embasamento rochoso foi atingido a 2,85m.
Pelo trado, a 4.30m foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do riacho
Lamarão.
Dois níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, sendo 5 peças líticas, 52
fragmentos cerâmicos em sua maioria com espessura superior a 5mm e apresentando
marca de torno, sendo portanto recentes, além de evidências de manchas escuras.
Também foram coletados 1,25kg de sedimentos.
SÍTIO MIRADOR I
Sítio
localizado na fazenda Castanho, município de Delmiro Gouveia (AL). Situado num
terraço elevado a altura de 13,43m na confluência do rio São Francisco com o
riacho Mirador. Este sítio é bem visível do rio São Francisco, e à sua frente
está o sítio Mirador II; ambos fazem parte de uma única formação geológica,
formada em dois momentos, constituídos de areia e silte.
Possui uma
vegetação arbórea, sendo identificado o juazeiro (Zizyphus joazeiro), a jurema
branca (Mimosa melacocentra), a jurema preta (Mimosa hostilis) e a braúna
(Schinopsis brasiliensis).
No local foi
aberta uma trincheira paralela ao rio São Francisco medindo 2m x 5m e 1,65m de
profundidade. Os níveis foram demarcados a cada 20cm. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a seguinte denominação A/B –
1/15 com 06 níveis.
Fez-se a
limpeza de 15cm de areia, sendo retirados mais 1,50m de areia/silte compacto, e
o embasamento rochoso foi atingido a 1,65m.
Três níveis
apresentaram manchas escuras avermelhadas e foram encontradas 2 peças líticas
na superfície. A 55cm foram encontradas 2 peças líticas, a 105cm mais 4 e mais
5 delas a 135cm, embora não estejam disponíveis. Foram coletados, ainda, 3,35kg
de sedimentos.
SÍTIO MIRADOR II
Sítio
localizado na fazenda Castanho, município de Delmiro Gouveia (AL). Situado num
terraço elevado a altura de 12,80m na confluência do rio São Francisco com o
riacho Mirador, constituído de areia e silte.
Toda a área é
coberta por uma vegetação arbórea, com as espécies de pau-ferro (Caesalpinia
ferrea), juazeiro (Zizyphus joazeiro) e braúna (Schinopsis brasiliensis).
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x 5m e 1,65m de
profundidade. Os níveis foram demarcados de 20 em 20cm. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a seguinte denominação: A/B –
1/5, com 06 níveis.
Fez-se a
limpeza de 15cm de areia, escavando-se mais 1,50m de areia/silte compacto,
sendo o embasamento rochoso atingido a 1,65m.
Dois níveis
apresentaram vestígios indiretos (manchas escuras avermelhadas), e foram
coletadas 4 peças líticas a 105cm e 5 a 135cm, não disponíveis. Foram coletados
3,35kg de sedimentos.
SÍTIO SÃO FRANCISCO I
Sítio localizado
na fazenda São José, município de Delmiro Gouveia (AL), situado num terraço
elevado à altura de 23,47m, na confluência do rio São Francisco com o riacho
Talhado. Os sítios São Francisco I e II fazem parte de uma mesma formação
geológica, formada em dois momentos. Este sítio encontra-se no terraço mais
elevado, constituído de areia e silte.
A vegetação é
arbustiva, constituída por algumas unidades de quixabeira (Bumelia sartorum) e
algodão de seda; no restante da área as plantas são rasteiras.
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio São Francisco, medindo 2m x 11m e de profundidade
1,60m. Os níveis foram demarcados de 20 em 20cm. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m recebendo a denominação de A/M – 1/2com 7
níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, retirando, após, mais 1m de
areia/silte compacto e 45cm de areia do rio. O embasamento rochoso foi atingido
a 1,60m.
Quatro níveis
apresentaram vestígios diretos. Os vestígios disponíveis desse são os
seguintes: 6 peças líticas, 7 fragmentos cerâmicos. Foram coletados 3,80kg de
sedimentos.
SÍTIO SÃO FRANCISCO II
Localizado na
fazenda São José, município de Delmiro Gouveia (AL). Estava situado em terraço
elevado à altura de 7,11m, na confluência do rio São Francisco com o riacho
Talhado.
Este sítio
encontra-se no mesmo terraço do São Francisco I, porém mais baixo, devido à
formação do terraço, constituído de areia e silte. É o último sítio da área 2,
e a partir dele, o canhão começa a se estreitar.
A vegetação
era formada por algumas unidades arbustivas de quixabeira (Bumelia sartorum) e
algodão de seda; no restante da área a vegetação era rasteira.
Foram abertas
duas trincheiras transversais ao rio São Francisco, uma medindo 2m x 12m, outra
com 2m x 10m, ambas com profundidade (2,45m). Os níveis foram demarcados a cada
20cm. Essa trincheiras foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo
as seguintes denominações: I – A/B – 1/12, II – A/B – 1/10, ambas com 10
níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, e escavou-se mais 2,30m de areia e
silte compacto.
Cinco níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos. O total de vestígios disponíveis
são os seguintes: 32 peças líticas, 56 fragmentos cerâmicos, 35kg de carvão;
também foram evidenciadas manchas escuras. Foram coletados 19,15kg de
sedimentos.
SÍTIO VITÓRIA RÉGIA III
Sítio
localizado na fazenda Vitória Régia, município de Canindé de São Francisco
(SE), situado num terraço elevado à altura de 8,24m do riacho Portão,
apresentando areias e silte.
A cobertura
vegetal era esparsa, com algumas árvores de juazeiro (Zizyphus joazeiro) e
angico (Piptadenia sp. e Anadenanthera sp.) e plantas rasteiras no restante.
Foram abertas
duas trincheiras, uma transversal ao rio São Francisco, com 2m x 36m, outra
paralela com 2m x 6m; ambas atingiram a profundidade de 1,75m. Os níveis são de
20 em 20cm. Essas trincheiras foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m,
recebendo as seguintes denominações: Trincheira transversal – A/AF –3/4 com 08
níveis; Trincheira paralela – R/S – 1/6 com 08 níveis. Fez-se a limpeza com a
retirada de 15cm de areia. Foram escavados mais 1m de areia/silte compacto e
60cm de areia do rio.
O embasamento
rochoso foi atingido a 1,75m. Dois níveis apresentaram vestígios diretos, sendo
5 peças líticas e 33 fragmentos cerâmicos.
SÍTIO VITÓRIA RÉGIA IV
Sítio
localizado na fazenda Vitória Régia, município de Canindé de São Francisco
(SE). Estava situado em um terraço recuado e pouco elevado, à altura de 5,20m
do riacho Portão; constituído de areias e silte.
A vegetação
era formada por algumas árvores de braúna (Schinopsis brasiliensis), umbuzeiro
(Spondias tuberosa) e angico (Piptadenia sp. e Anadenanthera sp.) e plantas
rasteiras no resto da área.
Foi aberta uma
trincheira paralela ao riacho Portão, medindo 2m 10m e 1,10m de profundidade.
Os vestígios foram a cada 20cm. Essa trincheira foi subdividida em quadrículas
de 1m x 1m, recebendo a denominação de A/B – 1/5 com 10 níveis. O embasamento
rochoso foi atingido a 2,50m, e até essa profundidade existia apenas
areia/silte.
Foram
evidenciadas manchas escuras e avermelhadas e restos alimentares, além de
vestígios indiretos na paralela 1 (30cm) a 2 (50cm). Atualmente há disponíveis
3 peças líticas, 1 fragmento cerâmico, encontrados em superfície.
SÍTIO SACO DA ONÇA I
Localizado na
fazenda São Francisco, município de Canindé de São Francisco (SE), situado em
um terraço recuado e elevado, à altura de 5,40m em relação ao rio São
Francisco. De fato, os sítios Saco da Onça I e II faziam parte de uma única
formação geológica, formada em dois momentos, estando este sítio localizado no
terraço mais baixo, constituído de areia e silte.
Toda a área do
sítio era coberta por uma vegetação arbórea, sendo identificada a catingueira
(Caesalpinia piramidalis) e o juazeiro (Zizyphus joazeiro).
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela com 2m x 19m e outra transversal, com 2m x 17m;
ambas chegaram a 2,60m de profundidade. Os níveis foram demarcados de 20 em
20cm. Essas trincheiras foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo
a seguinte denominação: Trincheira paralela – A/V – 14/15 com 11 níveis;
Trincheira transversal – S/T – 1/17 com 11 níveis. Fez-se a limpeza de 20cm de
areia, escavando-se mais 2,40m de areia/silte compacto.
Parte do
embasamento rochoso foi atingido a 2,60m. Através do trado, a 4,50m foi
confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio São Francisco.
A trincheira
paralela teve 5 níveis com vestígios diretos e indiretos e a transversal teve 7
níveis com vestígios diretos e indiretos. Os vestígios disponíveis são 42 peças
líticas, 302 fragmentos ceerâmicos, 39 de fauna/ossos. Também foram coletados
16,85kg de sedimentos.
SÍTIO SACO DA ONÇA II
Localizado na
fazenda São Francisco, município de Canindé de São Francisco (SE), situado em
um terraço recuado, numa altura de 7,80m a partir do rio. Esse sítio se
encontrava num terraço mais elevado, acima do terraço do Saco da Onça I, sendo
constituído de areia e silte.
Toda a área do
sítio era coberta por uma vegetação arbórea, composta de angico (Piptadenia sp.
e Anadenanthera so.), braúna (Schinopsis brasilienses) e juazeiro (Zizyphus
joazeirso).
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela com 2m x 10m e outra transversal com 2m x 12m,
ambas com 1,80m de profundidade. Os níveis estão demarcados a cada 20cm. Essas
trincheiras foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a seguinte
denominação: trincheira paralela – A/L – 4/5 com 08 níveis; trincheira
transversal – E/F – 1/11 com 08 níveis.
Fez-se a
limpeza de 20cm de areia, retirou-se mais 1,60m de areia/silte compacto, e o
embasamento rochoso foi atingido a 1,80m.
Três níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos (paralela) e dois apresentaram
vestígios diretos e indiretos (transversal). Os vestígios são 12 peças líticas,
28 fragmentos cerâmicos, 01 fogueira com 21 blocos. Além disso, foram coletados
10,70kg de sedimentos.
SÍTIO PORTO BELO VI
Localizado na
fazenda Gentileza, município de Canindé de São Francisco (SE). Estava situado
em um terraço elevado à altura de 7,24m do riacho Fechado (Lucu), a 180m da
margem direita do riacho Covoado, constituído de areia, silte e seixos.
A vegetação
era arbustiva em todo o sítio, destacando-se as espécies de facheiro
(Cephalocereus piauhyensis), imburana-de-cheiro (Amburana cearensis) e
imburana-de-cambão (Bursera leptophleas).
Foram abertas
duas trincheiras, medindo 2m x 25m e 2m x 22m, ambas com 1,15m de profundidade
e níveis de 20 em 20cm. Essas trincheiras receberam as seguintes denominações:
Paralela – L/M – 1/25 com 5 níveis; Transversal – A/Aa – 10/11 com 5 níveis.
Os 15cm da
limpeza são formados por areia/silte e o restante da escavação, 1m, por areia,
seixos e silte (compacto).
Foram
encontrados os seguintes vestígios: 6 peças líticas, 7 fragmentos cerâmicos e
105g de carvão. Além disso, houve a retirada de 11,91kg de sedimentos.
SÍTIO OURO FINO
Localizado na
fazenda Cabeça do Nego, município de Canindé de São Francisco (SE). Ocupava um
terraço na margem esquerda do riacho Curituba, elevado à altura de 7,22m do rio
São Francisco, constituído de areia, seixos e silte.
A vegetação
era constituída por algumas unidades arbustivas de craibeira (Tabebuia
caraiba), facheiro (Cephalocereus piauhyensis) e rasteira no restante da área.
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela ao rio São Francisco, com 2m x 25m, e outra
transversal com 2m x 7m; ambas atingiram a profundidade de 3m. Os níveis foram
delimitados de 20cm em 20cm. Essas trincheiras foram subdivididas em
quadrículas de 1m x 1m, recebendo a seguinte denominação: Paralela – D/E – 1/25
com 12 níveis; Transversal – A/G – 10/11 com 12 níveis.
Fez-se a
escavação de 3m de areia/silte compacto e, na mesma profundidade, foi atingido
o embasamento rochoso.
Os níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos. Os vestígios disponíveis são 7
peças líticas, 267 fragmentos cerâmicos e 5 de fauna/ossos. Foram coletados
9,80kg de sedimentos.
SÍTIO CABEÇA DO NEGO
Localizado na
fazenda Cabeça do Nego. Ocupava um terraço elevado à altura de 13,70m na
confluência do rio São Francisco com o riacho Curituba, constituído de areia,
argila, seixos e silte. Foi separado do sítio Justino por estar
topograficamente mais elevado.
A vegetação
era formada por algumas árvores de craibeira (Tabebuia caraiba), jurema branca
(Mimosa melacocentra), jurema preta (Mimosa hostilis) e rasteira no resto da
área.
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela ao rio com 2m x 15m e outra transversal, com 2m
x 6m; ambas atingiram a profundidade de 3,15m, recebendo as seguintes
denominações: paralela – C/D – 1/15 com 15 níveis; transversal – A/F – 10/11
com 15 níveis.
O embasamento
rochoso foi atingido a 3.15m.
A quantidade
de vestígios encontrados nesse sítio foi a seguinte: 145 peças líticas; 6
fragmentos cerâmicos; 161 ossos e 100g de fauna; 1 fogueira com 10 blocos; 462
ossos e 1 dente, além de 4,10kg de sedimentos.
SÍTIO CANCAMUNHÉ
Localizado na
fazenda Capelinha, município de Olho d’Água do Casado (AL). Ocupava um terraço
elevado à altura de 13,20m na confluência do rio São Francisco com o riacho
Cancamoem, constituído de areia, silte e seixos.
A vegetação
era formada por facheiro (Cephalocereus piauhyensis), imburana-de-cheiro
(Amburana cearensis), imburana-de cambão (Bursera leptophleos), faveleira
(Cnidoxuleos phyllacanthus), sendo rasteira no restante da área.
Foram abertas
3 trincheiras, uma paralela ao rio com 2m x 9m, duas transversais com 2m x 7m; nas duas primeiras a profundidade foi
de 2,60m e, na última, de 1,10m. Os níveis foram dem,arcados de 20 em 20cm,
recebendo as seguintes denominações: paralela – A/L – 1/2 com 10 níveis; transversal I – A/B – 1/5 com
10 níveis; transversal II – A/B – 1/5 com 05 níveis.
Fez-se a
escavação de 2,60m de areia, silte e seixo. O embasamento rochoso foi atingido
a 2,60m e através do trado a 4,60m foi confirmada a inclinação da rocha no
sentido do rio São Francisco.
Foram
encontrados vestígios na trincheira paralela nos níveis 1, 2 e 5 e, na
transversal, nos níveis 1 e 5. Estão disponíveis apenas 9 vestígios líticos de
superfície, além de sedimentos relacionados a manchas escuras e avermelhadas.
SÍTIO FAZENDA VELHA I
Localizado na
fazenda Vera Cruz, município de Olho d’ Água do Casado (AL). Ocupava um terraço
elevado à altura de 15,18m em relação ao rio São Francisco, na margem esquerda
do riacho Uruçu. Constituído de areia silte e seixos. Estava situada na mesma
área do sítio Fazenda Velha II, porém mais alto que este.
Na frente do
sítio a vegetação é arbustiva, sendo identificadas as espécies de facheiro
(Cephalocereus piauhyensis), jurema branca (Mimosa melacocentra), jurema preta
(Mimosa hostilis) e faveleira (Cnidoxulus phyllacanthus).
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio com 2m x 18m e 3,70m de profundidade. Os níveis
foram demarcados de 20 em 20cm. Essa trincheira recebeu a seguinte denominação:
A/U – ½ com 15 níveis.
Foram
escavados 1,90m de areia, silte e seixos, 1,80m de areia do rio. Parte do
embasamento rochoso foi atingido a 3,70m. Através do trado a 4,70m foi
confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio São Francisco.
Quatro níveis
apresentam vestígios arqueológicos. Os vestígios disponíveis desse sítio são 7
peças líticas, 92 fragmento cerâmicos (simples e decorados), 25 fauna/ossos e 1
fogueira estruturada com 9 blocos. Além desses vestígios foram coletados 2,40kg
de sedimentos.
SÍTIO FAZENDA VELHA II
Localizado na
fazenda Capelinha, município de Olho d’ Água do Casado (AL). Ocupava um terraço
na margem direita do riacho Uruçu, elevado a altura de 10,20m em relação ao rio
São Francisco, constituído de areia, seixos e silte.
A vegetação
era formada de modo esparso por algumas unidades arbustivas de facheiro
(Cephalocereus piauhyensis). Faveleira (Cnidouxulus phyllacanthus) e plantas
rateiras no resto da área.
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio com 2m x 13m e de profundidade 1,70m. Os níveis
foram demarcados de 20 em 20cm. Essa trincheira recebeu a denominação de A/P –
1/2 com 05 níveis.
Fez-se a
escavação de 1,70m de areia, silte e seixos. Na mesma profundidade foi atingido
o embasamento rochoso.
O único
vestígio arqueológico disponível é uma fogueira com 26 blocos (tabela 3.26).
Foi encontrado, também, material cerâmico, não disponível.
São 11 os
sítios que demonstram evidências de ocupação prolongada, onde se identificam
atividades de subsistência.
SÍTIO SERGIPE
Sítio
localizado na fazenda Santa Júlia, município de Canindé de São Francisco (SE),
situado num terraço elevado à altura de 9,90m, na confluência do rio São
Francisco com o riacho Bela Vista, constituído de areia e silte. Dele era
possível avistar os sítios São Francisco I e II, São José I e II e o sítio
Talhado III.
Na base da
parede, cerca de 20% do sítio, a vegetação era arbustiva, com as espécies de
craibeira (Tabebuia caraiba), quixabeira (Bumelia sartorum), jurema branca
(Mimosa melacocentra) e jurema preta (Mimosa hostilis). No restante do sítio só
havia vegetação rasteira; antes, o local era ocupado por uma roça de feijão
(Vigna unguiculata) e milho (Zea mays).
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, com 2m x 15m e 4,5m de profundidade.
Os níveis foram realizados a cada 20cm. Essa trincheira foi subdividida em
quadrículas de 1m x 1m, recebendo a denominação A/B – 1/15, com 16 níveis.
Fez-se a limpeza com a retirada de 15cm de areia, além da reitirada de mais
2,90m de areia/silte compactado e 1,45m de areia do rio. Parte do embasamento
rochoso foi atingido a 4,50m. Pelo trado, a 6,50m foi confirmada a inclinação
da rocha no sentido do riacho Bela Vista.
Três níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, estando disponíveis 9 peças
líticas, 119 fragmentos cerâmicos e 95g de carvão, além de serem evidenciadas
manchas escuras. Foram coletados 6kg de sedimentos.
SÍTIO XINGÓ
Sítio
localizado na fazenda Castanho, município de Delmiro Gouveia (AL), situado num
terraço elevado à altura de 11,71m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho sem nome, constituído de areia e silte. Nesse sítio tem início um
pequeno canhão transversal ao rio.
Em toda a área
do sítio a vegetação era arbórea, sendo identificadas as espécies de braúna
(Schinopsis brasiliensis), juazeiro (Zizyphus joazeiro) e pau-ferro
(Caesaloinia ferrea). Esse tipo de cobertura vegetal possibilitava um
microclima ameno na área.
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x 12m e 4,50m de
profundidade. Devido à presença de uma fogueira, foi necessário ampliar a área
em 3m x 4m. Os níveis foram realizados a cada 20cm. Essa trincheira foi
subdividida em quadrículas de 1m x 1m, recebendo as seguintes denominações: A/B
– 1/12 primeiro e depois C/E – 8/12 com 12 níveis. Realizou-se a limpeza com a
retirada de 15cm de areia, sendo escavados mais 3,80m de areia/silte compacto e
55cm de areia típica do rio. Parte do embasamento rochoso foi atingido a 4,50m.
Pelo trado, a 6,40m confirmou-se a inclinação da rocha no sentido do riacho sem
nome.
Seis níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, sendo disponíveis 18 peças líticas,
372g de carvão e 6 fogueiras com 1.089 blocos; também foram coletados 15,49kg
de sedimentos.
SÍTIO SÃO JOSÉ I
Sítio
localizado na fazenda São José, município de Delmiro Gouveia (AL). Estava
situado num terraço elevado à altura de 12,57m, na confluência do rio São
Francisco com o riacho Talhado. Desse sítio era possível ver outras áreas,
inclusive o sítio Talhado III. Os sítios São José I e II faziam parte de uma
mesma formação geológica, formada em dois momentos diferentes, constituída de
areia e silte. Este sítio encontra-se no terraço mais baixo e era uma área
bastante propícia à ocupação humana, excetuando à tarde, devido à forte
movimentação de areia causada pelo vento.
Apenas nas
bordas do sítio, cerca de 20%, a vegetação era arbustiva, destacando-se a
quixabeira (Bumelia sartorum), algaroba (Prosopis juliflora),
imburana-de-cheiro (Amburana cearensis) e imburana-de-cambão (Bursera
leptophleos). O restante do sítio era tomado por uma vegetação rasteira, onde
antes existia uma roça de feijão (Vigna unguiculata) e milho (Zea mays).
Foram abertas
duas trincheiras, uma transversal ao rio São Francisco, com 2m x 18m e outra
paralela ao rio, com 2m x 28m; ambas atingiram a profundidade de 1,75m. Os
níveis foram demarcados a cada 20cm. Essas trincheira foram subdivididas em
quadrículas de 1m x 1m, recebendo as seguintes denominações: trincheira
transversal Q/R – 1/18 com 8 níveis; trincheira paralela A/Ag – 13/14 com 8
níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, escavando-se 1,60m de areia/silte
compacto, sendo o embasamento rochoso atingido a 1,75m.
Os vestígios
disponíveis são: 117 peças líticas, 386 fragmentos cerâmicos, 272g de carvão,
180g de fauna/ossos. Foram coletados 14,65kg de sedimentos.
SÍTIO VITÓRIA RÉGIA I
Sítio
localizado na fazenda Vitória Régua, município de Canindé de São Francisco
(SE). Estava situado em um amplo terraço, elevado à altura de 8,24m, na
confluência do rio São Francisco com o riacho Portão. Apresentava
características de terraço aluvial, formado por areias e silte.
A vegetação
era composta por algumas unidades arbóreas de pau-ferro (Caesalpinia ferrea),
juazeiro (Zizyphus joazeiro) e angico (Piptadenia sp. e Anadenanthera sp.). No
restante da área as plantas eram rasteiras e, anteriormente, existia uma roça
de feijão (Vigna unguiculata) e milho (Zea mays).
Foram abertas
duas trincheiras na margem esquerda do riacho, uma transversal com 2m x 45m e
outra paralela com 2m x 19m, a primeira com profundidade de 4,50m e a segunda
com 1,75m. Foram realizados níveis a cada 20cm. Essas trincheiras foram
subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo as seguintes denominações:
trincheira transversal – A/Aac – 9/10 com 17 níveis; trincheira paralela –
Aj/A1 – 1/19 com 8 níveis. Fez-se a limpeza de 15cm de areia, extraindo-se mais
4,35cm de areia/silte compacto, sendo parte do embasamento rochoso atingido a
4,50m. Pelo trado, a 9m, foi confirmada a inclinação da rocha no sentido do rio
São Francisco.
Oito níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos. Os vestígios disponíveis, incluindo
os da superfície, são os seguintes: 93 peças líticas, 1678 fragmentos
cerâmicos, 268g de carvão, 141 fauna/ossos, 2 fogueiras com 48 blocos e 21,55kg
de sedimentos.
SÍTIO VITÓRIA RÉGIA II
Localizado na
fazenda Vitória Régia, município de Canindé de São Francisco (SE), situado em
um terraço elevado, à altura de 8,24m, na confluência do rio São Francisco com
o riacno Portão. A superfície desse terraço era plana, apresentando-se
parcialmente erodida em conseqüência da água que escorria da serra, sendo
constituído de areias, siltes e seixos.
A vegetação
era formada por algumas árvores de pau-ferro (Caesalpinia ferrea), juazeiro
(Zizyphus joazeiro) e angico (Piptdenia sp. e Anadenanthera sp.). No resto da
área a vegetação era rasteira, e antes existia uma roça de feijão (Vigna
unguiculata) e milho (Zea mays).
Foram abertas
duas trincheiras, uma transversal ao rio São Francisco, medindo 2m x 25m, outra
paralela, medindo 2m x 12m; nas duas a profundidade atingida foi de 1,75m. Os
níveis foram de 20 em 20cm. Essas trincheiras foram subdivididas em quadrículas
de 1m x 1m, recebendo as seguintes denominações: trincheira transversal – A/X –
5/6 com 8 níveis; trincheira paralela – H/J – 1/12 com 8 níveis. Fez-se a
limpeza de 15cm de areia, retirando-se mais 1m de areia, silte/seixo
(compacto), 60cm de areia do rio, e o embasamento rochoso foi atingido a 1,75m.
Quatro níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, estando disponíveis 25 peças
líticas, 608 fragmentos cerâmicos, 540g
de carvão, 64 fauna/ossos, 2 fogueiras com 50 blocos e 13,70kg de sedimentos.
SÍTIO PORTO BELO I
Localizado na
fazenda Porto Belo, município de Canindé de São Francisco (SE), situado num
terraço elevado à altura de 7,24m na confluência do rio São Francisco com o
riacho Fechado ou Lucu. Apresentava característica de terraço aluvial,
constituído de areia, seixos e silte.
A vegetação
era composta por algumas unidades de catingueira (Caesalpinia pyramidalis) e
juazeiro (Zizyphus joazeiro), sendo rasteira no restante.
Foi aberta uma
trincheira transversal ao rio São Francisco, com 2m x 19m e de profundidade
1,75m, com níveis de 15 em 15cm. Essa trincheira foi subdividida em quadrículas
de 1m x 1m, recebendo a seguinte denominação: A/V – 1/2 com 11 níveis. Fez-se a
limpeza de 15cm de areia, retirando-se mais 1,60m de areia, seixos e silte
compacto, e o embasamento rochoso foi atingido a 1,75m.
Oito níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, sendo 69 peças líticas, 1 ocre, 455
fragmentos cerâmicos, 72 fauna/ossos e 2 fogueiras com 32 blocos, além de
manchas escuras avermelhadas. Foram coletados 4,55kg de sedimentos.
SÍTIO PORTO BELO II
Localizado na
fazenda Porto Belo, município de Canindé de São Francisco (SE). Estava situado
em um terraço elevado à altura de 7,24m, no encontro do rio São Francisco com o
riacho Fechado, constituído de areia e silte.
A vegetação
era esparsamente formada por algumas catingueiras (Caesalpinia Pyramidalis) e
juazeiro (Zizyphus joazeiro), sendo rasteira no restante da área.
Foram abertas
três trincheiras, uma paralela ao rio, com 2m x 33m, e duas transversais: a
primeira, medindo 2m x 20m e a segunda 2m x 13m; todas atingiram a profundidade
de 1,35m. Os níveis foram demarcados a cada 20cm. Essas trincheiras foram
subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, recebendo a seguinte denominação:
trincheira paralela – Q/R – 1/33 com 6 níveis; trincheira transversal 1 – A/X –
3/4 com 6 níveis; trincheira transversal 2 – F/U – 26/17 com 6 níveis.
Fez-se a
limpeza de 15cm de areia, foram extraídos mais 1,15m de areia/silte compacto,
atingindo o embasamento rochoso a 1,35m.
Seis níveis
apresentaram vestígios diretos e indiretos, sendo 112 peças líticas, 1 ocre,
385 fragmentos cerâmicos, 41g de carvão, 16 fauna/ossos, 1 fogueira com 26
blocos e 2 fragmentos de ossos humanos. Também foram coletados 24,45kg de
sedimentos.
SÍTIO TOPO
Localizado na
fazenda Gentileza, município de Canindé (SE). Estava situado em um terraço
elevado à altura de 5m do rio São Francisco, constituído de areia, argila e
silte.
A vegetação
era formada por algumas árvores de jurema branca (Mimosa melacocentra), jurema
preta (Mimosa hostilis) e espinheiro (Mimosa sp.), sendo rasteira no restante.
Na margem
direita do riacho foram abertas duas trincheiras, uma paralela com 2m x 32m e
outra transversal com 2m x 16m, em ambas foi atingido 2m de profundidade. Os
níveis foram demarcados a cada 10cm.
Os vestígios
encontrados na superfície e nos níveis são 159 peças líticas, 1 ocre, 254
fragmentos cerâmicos, 11g de fauna/ossos e 5 fragmentos de ossos humanos. Foram
coletados 36,10kg de sedimentos.
SÍTIO CURITUBA I
Localizado na
fazenda Maringá, município de Canindé de São Francisco (SE). Ocupava um terraço
elevado à altura de 4,90m na confluência do rio São Francisco com o riacho
Curituba, constituído de areia e silte. Encontra-se no mesmo terraço do sítio
Curituba II, porém mais baixo.
A vegetação
era formada por árvores esparsas, craibeira (Tabebuia caraiba), jurema branca
(Mimosa melacocentra), jurema preta (Mimosa hostilis) e rasteira no restante da
área.
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x 44m, e outra
transversal, medindo 2m x 19m; na primeira foi atingido 2,20m de profundidade.
Os níveis foram demarcados de 20 em 20cm.
Os vestígios
arqueológicos disponíveis são: 499 peças líticas, 2 ocres, 1.575 fragmentos
cerâmicos, 633g de carvão, 1.452 e 320g de fauna/ossos, além de 1 fragmento de
vidro, na limpeza. Foram retirados 36,15kg de sedimentos.
SÍTIO CURITUBA II
Localizado na
fazenda Maringá, município de Canindé de São Francisco (SE). Ocupava um terraço
elevado à altura de 9,27m no encontro do rio São Francisco com o riacho
Curituba, constituído de areia, silte e seixos.
A vegetação
era formada por algumas craibeiras (Tabebuia caraiba), jurema branca (Mimosa
melacocentra), jurema preta (Mimosa hostilis) e rasteira no restante da área.
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela ao rio São Francisco, com 2m x 20m, e outra transversal,
com as mesmas medidas, ambas com 5,25m de profundidade. Os níveis foram
delimitados de 20 em 20cm. Foram subdivididas em quadrículas de 1m x 1m, com as
denominações seguintes: paralela – C/D – 1/20 com 11 níveis; transversal – A/X
– 5/6 com 11 níveis.
O embasamento
rochoso foi atingido a 5,25m e pelo trado foi confirmada a 10,70m a inclinação
da rocha no sentido do rio São Francisco.
Os vestígios
arqueológicos desse sítio são: 67 peças líticas e 63 fragmentos cerâmicos.
SÍTIO TANQUE
Localizado na
fazenda Vera Cruz, município de Olho d’Água do Casado (AL). Ocupava um terraço
às margens do riacho Baixa Grande, elevado a altura de 7m com relação ao rio
São Francisco, constituído de areia, silte e seixos. Esse terraço estava com
sua superfície parcialmente erodida, devido à água que escorria da parede do
canhão.
Toda a área do
sítio possuía uma vegetação arbórea, sendo identificadas as espécies de angico
(Piptadenia sp. e Anadenanthera sp.), juazeiro (Zizyphus joazeiro) e braúna
(Schinopsis brasiliensis).
Foram abertas
duas trincheiras, uma paralela ao rio, com 2m x 15m e outra transversal com 2m
x 19m, a profundidade atingida em ambas foi de 2,40m. Os níveis foram
demarcados de 20 em 20cm. Essas trincheiras receberam as seguintes denominções:
paralela – F/G – 1/15 com 11 níveis; transversal – A/V – 4/5 com 11 níveis.
O embasamento
rochoso foi atingido a 2,40m.
Os vestígios
arqueológicos disponíveis são 11 peças líticas, 178 fragmentos cerâmicos, 239g
de carvão, 7 fauna/ossos e 5 fogueiras com 651 blocos. Foram coletados 26,95kg
de sedimentos.
São apenas 2
sítios, que demonstram uma ocupação mais prolongada e apresentam, também,
número de esqueletos acompanhados de mobiliário funenrário.
SÍTIO SÃO JOSÉ II
Localizado na
fazenda São José, município de Delmiro Gouveia (AL), situado num terraço
elevado à altura de 14,34m, na confluência do rio São Francisco com o riacho
Talhado, constituído de areia e silte e apresentando bordas parcialmente
erodidas; dele era possível visualizar as áreas vizinhas, inclusive o sítio
Talhado III.
Na borda do
terraço a vegetação era arbustiva (cerca de 20%), sobressaindo-se as espécies
de algaroba (Prosopolis juliflora), imburana-de-cheiro (Amburana cearensis),
imburana-de-cambão (Bursera leptophleos) e quixabeira (Bumelia sartorum); no
restante do sítio a vegetação era rasteira e antes existira uma roça de feijão
(Vigna unguiculata) e milho (Zea mays).
Foi aberta uma
trincheira paralela ao rio São Francisco, medindo 2m x 12m e 7,50m de profundidade.
Os níveis foram realizados a cada 20cm. Essa trincheira foi subdividida em
quadrículas de 1m x 1m, recebendo a denominação de A/N – 1/2, com 74 níveis.
Fez-se a limpeza de 10cm de areia, extraindo-se mais 4,20m de areia/silte
compacto e 3,20m de areia úmida, e o embasamento rochoso foi atingido a 7,50m.
Dos 37 níveis,
apenas 15 apresentaram vestígios diretos e indiretos. Estão disponíveis 115
peças líticas, 183 fragmentos cerâmicos, 809g de carvão, 18 fauna/ossos, 209
ossos humanos mais 4 dentes e 100g, 28 esqueletos, evidência de arranjos de
conchas formando flores próximo aos crânios dos esqueletos. Foram coletados
97,25kg de sedimentos.
SÍTIO JUSTINO
Localizado na
fazenda Cabeça de Nego, município de Canindé de São Francisco (SE). Ocupava um
terraço elevado à altura de 6,80m, na confluência do rio São Francisco com o
riacho Curituba. No mesmo terraço, um pouco mais elevado, encontrava-se o sítio
Cabeça de Nego, constituindo uma formação geológica formada em dois momentos,
composta por areia, argila, silte e seixos.
A vegetação
era formada por algumas catingueiras (Caesalpinia pyramidalis) e quixabeiras
(Bumelia sartorum), situadas no interior de uma roça de feijão (Vigna
unguiculata) e milho (Zea mays).
Foi delimitada
uma área de 23m de largura por 55m de comprimento, tendo-se atingido a
profundidade de 6,40m. A escavação foi subdividida em quadrículas de 5m x 5m. O
sítio foi escavado até o embasamento rochoso.
Sessenta
níveis apresentaram vestígios arqueológicos, perfazendo um grande número de
peças líticas, cerâmicas, ossos, esqueletos e fogueiras. Os restos alimentares
foram encontrados junto das fogueiras estruturadas e não estruturadas. Os ossos
de animais trabalhados pelo homem apareceram junto aos enterramentos, sendo
alguns ornamentais e outros de uso doméstico. Foram encontrados adornos junto
aos esqueletos. Também foram evidenciados blocos com gravuras e pilões. Foram
coletados 2.320,45kg de sedimentos.
São 15 sítios,
sempre localizados no fundo das ravinas formadas pelos afluentes do São
Francisco. Deles, apenas um foi inundado pelo reservatório da UHE de Xingó, o
Talhado III.
SÍTIO LETREIRO
O sítio está
localizado em um abrigo de arenito medindo 13m de comprimento x 2,40m de altura
x 3,20m de profundidade. Está na fazenda Letreiro, divisa com a fazenda
Cachoeira do Lamarão, município de Canindé de São Francisco (SE). Ocupa um
espaço gráfico de 1,30m x 4,20m, de fácil acesso às figuras, que estão em boa
conservação.
A parte
inferior do abrigo é de laje e formação arenítica, não podendo ser escavada,
pois não há sedimentação. Apresenta pinturas monocrônicas (vermelho), 91,8%; e
gravuras, 8,2%, confeccionadas com a técnica de picoteamento, inseridas em seu
contexto. O vermelho, cor dominante nas pinturas, é a cor mais facilmente
obtida, por haver disponibilidade de materiais que possam ser utilizados como
corantes através da decomposição de rocha rica em ferro (arenito) comum na
região.
A maior parte
das pinturas do abrigo encontra-se na parede frontal (97%) e um número menor no
teto (2,8%). As pinturas e gravuras são de fácil acesso a partir do chão. A
execução das pinturas é simples, usando-se chapados, traços e pontos. Em
algumas situações encontram-se riscos feitos com fragmentos minerais ou rochas em
estado sólido (vermelho – “crayon”).
SÍTIO VALE DOS MESTRES I
O sítio, em
Canindé de São Francisco, é um abrigo de arenito medindo 8m de comprimento x 3m
de altura x 2m de profundidade. Está localizado em um canhão à margem direita
do riacho Poço Verde (afluente do rio São Francisco), ocupando um espaço
gráfico de 1,20m x 90cm, com fácil acesso às figuras e boa conservação; o solo
é arenoso e raso, com grande bloco de arenito localizado na parte interna do
abrigo.
É um sítio de
pinturas rupestres localizadas no teto, medindo 1,20m. Apresentam configurações
de mãos em tamanho natural, perfazendo um total de 6 mãos carimbadas, ou seja,
preenchidas por terraços geométricos. São figuras monocrômicas (vermelho).
Apresentam-se em regular estado de conservação, já tendo sido efetuados estudos
topográficos, decalques, redução, montagem e registro fotográfico dos mesmos
para, a partir daí, realizar-se estudos sistemáticos.
A umidade é
forte no interior do abrigo, prejudicando as pinturas, o que, em breve, as descaracterizará
pela descamação da rocha e da própria tinta utilizada para a pintura.
SÍTIO VALE DOS MESTRES II
O sítio está
localizado em um abrigo de arenito medindo 20m de comprimento x 3m de altura x
7m de profundidade, na fazenda Cachoeira do Lamarão, em Canindé de São
Francisco. Está numa ravina à margem direita do riacho Poço Verde, a 130m do
sítio Vale dos Mestres III, com fácil acesso às figuras que estão bem
conservadas.
As gravuras
estão localizadas na parede de duas áreas que foram denominadas painel 1 e 2,
com três figuras. Tais figuras estão a 50cm de altura na parede do painel 1,
ocupando um espaço gráfico de 1m x
70cm, com 18 figuras de fácil acesso e boa conservação na parede do painel 2. O
espaço gráfico ocupa 1,50m x 20cm, também de fácil acesso e boa conservação. Há
uma variação no tamanho das gravuras, entre os pontos (pequenos diâmetros), até
tridáctilos de 25cm de comprimento e círculos de 30cm de diâmetro.
O solo é
arenoso e úmido em nível abaixo dos sítios Vale dos Mestres I e III, o que
provoca, em certos períodos, a sua inundação. A base do abrigo é rochosa e, em
períodos de chuva, forma-se uma pequena lagoa.
A conservação
do abrigo é boa; o solo é que fica úmido quase todo o período. Foi feito o
trabalho (topográfico, decalque, redução, montagem, fichamento das figuras e
trabalho fotográfico), para se fazer o registro e estudos sistemáticos.
As técnicas
utilizadas para a execução dos grafismos foram incisão e polimento, sendo a
superfície preparada previamente por picotamento.
SÍTIO VALE DOS MESTRES III
O sítio está
localizado em um abrigo de arenito medindo 13m de comprimento x 1,80m de altura
x 4,50m de profundidade, na fazenda Cachoeira do Lamarão, Canindé de São
Francisco (SE). Está numa ravina à margem direita do riacho Poço Verde
(afluente do rio São Francisco) a 130m do sítio Vale dos Mestres II. Seu solo é
arenoso, liso e úmido quando da época das chuvas.
Possui
gravuras, situando-se todas na parede interna do abrigo, a 50cm de altura acima
do sedimento, ocupando um espaço de 11m x 1,40m, de fácil acesso a partir do
chão. São 173 figuras, sendo: nos tipos e sub-tipos A, 27 figuras; B, 15; C,
23; D, 43; E, 05; F, 06; G, 38; H, 10; I, 06. As gravuras têm uma variação no
seu tamanho, relacionada com os tipos de grafismos executados: os “cupules” são
menores, o diâmetro fica em 4cm, enquanto as maiores são os tridáctilos,
chegando a ter 30cm de comprimento, e os círculos a 40cm de diâmetro.
As técnicas
utilizadas para a execução dos grafismos foram as mesmas detectadas no sítio Vale
dos Mestres II, ou seja, incisões profundas e rasas e polimento; em alguns
casos, picoteamento. Neste sítio foi feito o trabalho topográfico, decalque,
redução, montagem, fichamento das figuras e trabalho topográfico para se fazer
registro e estudos sistemáticos posteriores.
A conservação
do abrigo é boa; o solo é arenoso e permite posterior escavação.
SÍTIO CASTANHO
O sítio está
localizado em um abrigo de arenito medindo 16m de largura x 3m de altura x
4,50m de profundidade. Está localizado à margem direita do riacho Castanho,
afluente do rio São Francisco, no município de Delmiro Gouveia (AL).
Possui 96
grafismos monocrômicos (vermelho) e variações localizadas nas laterais e no seu
teto, sendo de difícil acesso. Ocupa um espaço gráfico de 9,30m x 3,80m.
Apresenta bocromia em uma figura zoomorfa, contornada de vermelho e preenchida
com branco.
As técnicas de
execução foram pincel ou dedo (material em estado líquido), usando-se chapados
e traços.
A conservação
do sítio não é boa, principalmente no que diz respeito às figuras localizadas
no teto; estas apresentam-se muito ressecadas, soltando-se da rocha em um
processo de descamação muito forte.
O acesso ao
sítio é difícil, bem como também às pinturas a partir da base rochosa. O abrigo
localiza-se na parte mais alta e acidentada. O local das pinturas apresenta
dificuldades para os trabalhos de decalques.
SÍTIO BREJO
O sítio está
localizado em um nicho de arenito medindo 22m de largura x 4m de altura e nos
cortes AB 3m de profundidade e CD 4,50m de profundidade. Está localizado à
margem esquerda do riacho Brejo, afluente do rio São Francisco, no município de
Delmiro Gouveia (AL).
A base do
abrigo é formada por afloramento arenítico, e blocos caídos. Não há
sedimentação. O abrigo foi dividido em painéis 1, 2 e 3. O painel 1 corresponde
à parte frontal do lado direito, ocupando um espaço gráfico de 1,40m x 1m; o
painel 2 corresponde também à parte forntal e teto da parede central, ocupando
um espaço gráfico de 4,60m x 1,50m e, por último, o painel 3 corresponde à
parte mais baixa do lado esquerdo. Neste encontramos pinturas no teto, ocupando
um espaço gráfico de 1,10m x 50cm.
O sítio possui
76 grafismos (pinturas) em vermelho, correspondendo a 95,1%, e amarelo, que
corresponde a 4,9%, localizados na parede frontal, parte interna e teto do
abrigo.
As técnicas de
execução foram pincel ou dedo (material em estado líquido), usando-se chapados,
traços e pontos, carimbos, riscos feitos com fragmentos minerais ou rocha em
estado sólido. A conservação é regular, estando o painel 1 mais danificado pelo
intemperismo, por ficar totalmente exposto ao sol e à chuva, causando-lhes
descamação e formação de pátina.
O acesso ao
sítio é difícil; porém, ao chegar ao local, o acesso às figuras é fácil a
partir da base rochosa.
SÍTIO TALHADO III
Situado em
Delmiro Gouveia (AL), o sítio está localizado em um abrigo de arenito medindo
15,50m de largura x 6,50m de profundidade e 2m de altura, à margem do riacho
Talhado, onde ele deságua no rio São Francisco, com fácil acesso às gravuras e
conservação regular. A base do abrigo é formada por afloramento arenítico e
blocos caídos, estando a 84m de altura, considerando-se o leito do rio São
Francisco. Não há sedimentação.
O sítio foi
dividido em dois painéis, possuindo 138 gravuras. O painel 1 corresponde à
parte inferior do abrigo considerando como piso, com 50 grafismos ocupando um
espaço gráfico de 4,20m x 1,20m. As figuras estão danificadas pela erosão,
formando depressões, sulcos, devido à área ficar desabrigada. O painel 2 corresponde
à parte interna do abrigo, com 88 gravuras e 2 pinturas em vermelho, ocupando
um espaço gráfico de 9,10m x 1,10m. As gravuras estão com os sulcos preenchidos
por pátina. Na superfície da rocha há concentrações de alguns minerais,
possivelmente ferro, formados por dissolução de água e apresentando coloração
marrom, acastanhado, brilhante e bastante lisa.
A descamação é
muito grande na parede interna do abrigo, destruindo, possivelmente, 50% das
gravuras. Parte deste painel foi retirado para ser montado posteriormente,
visto que o sítio foi inundado e as gravuras não resistiram ao período de vida
útil da barragem. Neste sítio foi realizada uma limpeza de toda área abrigada,
sendo retirada uma camada de sedimento arenoso.
As técnicas
utilizadas para execução das gravuras foram picoteamento, seguido de polimento
e incisão. As dimensões das gravuras variam entre 3cm (“cupules”), até 40cm
(bastonetes).
SÍTIO RIACHO
Sítio
localizado em Olho d’Água do Casado (AL), no piso de um nicho de arenito à
margem direita do riacho das Águas Mortas, onde foi construída uma pequena
represa, o que dificulta o acesso. Em períodos de chuvas o local fica
totalmente submerso. Quando das cheias, o acesso só é possível atravessando o
riacho de uma margem à outra.
É um pequeno sítio
com quatro gravuras rupestres, medindo 6m de altura x 1m de profundidade, onde
estão localizadas as gravuras. Ocupa um espaço gráfico de 75cm x 40cm. Elas são
formadas por 2 agrupamentos e 2 figuras biomorfas.
As técnicas
utilizadas para execução das gravuras foram incisão e polimento, sendo a
superfície preparada previamente por picoteamento.
SÍTIO MARIBONDO
O sítio em
Delmiro Gouveia (AL), é um abrigo de arenito medindo 18m de largura x 5m de
altura. No corte AB mede 4,80m de altura e 3,80m de profundidade; no corte CD
mede 3,90m de altura e 1,20m de profundidade. Está à margem direita do riacho
Tanquinho. A base do abrigo é formada pelo afloramento arenítico e blocos, onde
um deles apresenta gravuras.
O sítio
apresenta 282 grafismos, sendo 81 (28,8%) de pinturas e 201 gravuras,
correspondentes a 71,2%. Estas últimas estão localizadas na parte mais baixa do
abrigo (painel 1), ocupando um espaço gráfico de 11m x 1,30m. Outra parte delas
e as respectivas pinturas estão localizadas no apinel 2, ocupando um espaço
gráfico de 8,50m x 3m, numa localização mais alta. Estas apresentam-se
monocromáticas (vermelha).
SÍTIO CAIBEIRA DO TALHADO
O sítio está
localizado em um pequeno abrigo de arenito, medindo 9m de largura x 2m de
altura x 1,50m de profundidade. Está à margem esquerda do riacho Talhado, a 1km
do sítio Curva do Talhado em direção ao rio São Francisco, no município de
Delmiro Gouveia (AL). É de difícil acesso às figuras; possui boa conservação.
A base do
abrigo é formada por afloramento arenítico; não há sedimentação. Possui 30
grafismos (pinturas) em vermelho, localizados na parede frontal e no teto, cuja
disposição horizontal ocupa todo espaço disponível, de 2,50m x 1,50m.
A técnica da
execução das pinturas foi o pincel ou dedo (material em estado líquido),
usando-se chapados, traços e pontos.
A conservação
pode ser considerada regular, pois a parte central está coberta por uma linha
de pátina e, na parte inferior direita, há um processo de descamação.
SÍTIO CURVA DO TALHADO
O sítio está
localizado em um abrigo de arenito medindo 5,20m de altura da base x 20m de
largura x 4m de altura x 4m de profundidade no corte AB e 4,40m de profundidade
no corte CD. Está localizado à margem direita do riacho Talhado, afluente do
rio São Francisco, a cerca de 1km do sítio Caibeira do Talhado, município de
Delmiro Gouveia (AL).
A base do
abrigo é formada por afloramento arenítico. Não há sedimentação e o riacho
apresenta-se sempre úmido ou formando lagoa em períodos de chuva.
O sítio foi
dividido em 2 painéis, sendo que o primeiro ocupa um espaço gráfico de 2,80m x
1,50m e o segundo um espaço de 6m x 3,50m. Possui 96 pinturas em vermelho e
variações.
A conservação
das pinturas é classificada como regular. A parte central frontal está coberta
por uma linha de pátina e nos painéis 1 e 2 há um processo de descamação.
O acesso ao
sítio é muito difícil (bastante acidentado); porém às pinturas é fácil a partir
da base rochosa.
SÍTIO TALHADO II
Localizado no
município de Delmiro Gouveia (AL), num abrigo de arenito medindo 4,5m de
comprimento, 4m de altura e 3m de
profundidade, na margem direita do riacho Talhado, a 80m do sítio Talhado I. A
base do abrigo é formada por afloramento arenítico e blocos caídos, não
havendo, portanto, sedimentação. É um sítio com 155 grafismos, dos quais 137
são pinturas (88,3%) e 18 gravuras (11,7%).
As gravuras
estão localizadas em um bloco caído à frente do abrigo, bem próximo à parede
frontal, de fácil acesso e boa conservação, ocupando um espaço gráfico de 2,70m x 1m, enquanto as pinturas cobrem a
parede vertical e o teto, sendo que grande parte está coberta por pátina e, aí,
a conservação não é boa.
As técnicas
utilizadas para execução foram o picoteamento e o polimento, com dimensões
variando de 3cm (cupules) e 30cm (bastonetes).
As pinturas
são todas em vermelho e variações. Estão localizadas na parte frontal e teto do
abrigo (painel 2), com fácil acesso às pinturas de conservação ruim, ocupando
um espaço gráfico de 6,70m x 2,70m, bem como em três nichos: nicho 1,
localizado à esquerda do painel 2, ocupando um espaço de 3m x 1,70m, com boa
conservação e fácil acesso às pinturas; nicho 2, localizado à direita do painel
2, ocupando um espaço gráfico de 1,40m, com boa conservação e regular acesso às
pinturas.
As técnicas
utilizadas para execução das pinturas foram: pincéis, chapados, linhas sinuosas
finas (carimbos), riscos feitos com fragmentos minerais em estado sólido.
SÍTIO TALHADO I
O sítio está
localizado no município de Delmiro Gouveia (AL), numa parede de arenito, abaixo
da ponte da linha férrea desativada que ligava Piranhas-AL a Petrolândia-PE, à
margem esquerda do riacho Talhado e a 80m do sítio Talhado 2. Quando houve a
construção da ponte, no século passado, o suporte rochoso foi destruído em
cerca de 60%, existindo ainda cicatrizes na rocha que mostram a interrupção dos
grafismos.
As gravuras
estão localizadas no suporte, medindo 3,72m de altura x 4m de largura, ocupando
um espaço gráfico de 2,80m x 1,20m. As figuras estão bem conservadas,
localizadas numa parede vertical lisa e não abrigada, de fácil acesso,
totalizando 47 grafismos com dimensões variando de 4cm (“cupules”) a 30cm
(zig-zag). A base do suporte está sempre coberta pelas águas do riacho,
formando uma pequena lagoa.
As técnicas
utilizadas na execução dos grafismos foram, inicialmente, o picoteamento,
seguido por polimento para regularizar o traço.
SÍTIO ENCONTRO DO TALHADO
O sítio em
Delmiro Gouveia (AL), está localizado em um nicho de arenito à margem esquerda
do córrego afluente do riacho Talhado, próximo aos sítios Sal e Talhado I,
medindo 2,85m de altura x 90cm de profundidade. Ocupa um espaço gráfico de
1,40m x 60m. É de fácil acesso às figuras e de boa conservação. Sua base é
formada por afloramento arenítico.
O painel é
formado por duas pinturas geométricas monocromáticas (vermelha). A técnica de
execução foi pincel ou dedo.
SÍTIO SAL
O sítio, no
município de Delmiro Gouveia (AL), está localizado em um bloco de arenito
medindo 7,50m de largura e 3m de altura, à margem esquerda do riacho Talhado e
a 63m do sítio Talhado I. É de fácil acesso às gravuras de boa conservação. A
base é arenosa e úmida, devido à proximidade das águas do riacho. Em épocas de
chuva forma-se uma pequena lagoa.
Apresenta um
painel com gravuras localizadas em uma reentrância na parte mais baixa, com uma
figura circular e pequeno conjunto de “cupiles”, ocupando um espaço gráfico de
0,80cm x 0,60cm.
As técnicas utilizadas na execução das gravuras
foram o picoteamento, seguido de alisamento. As dimensões das figuras variam de
30cm (círculo) a 3cm (“cupules”). A temática é geométrica formada por grafismos
curvilíneo e pontos.
PESSOAL TÉCNICO ATUAL DO PAX
-
Maria
Cleonice de Souza Vergne
-
Suely
Cristina Albuquerque de Luna
-
Ana
Lúcia do Nascimento Oliveira
-
Ana
Cristina do Nascimento
-
Suely
Gleide Amâncio da Silva
-
Henrique
Alexandre Pozzi
-
Cristiane
Cerqueira do Nascimento (Assessoria)
-
Niéde
Guidon
-
Gabriela
d’Ávila Martin
-
Ane
Marie Pessis
-
André
Prous
-
Arnaldo
Vasconcelos Palmeira
-
Francisco
José Alves dos Santos
-
Aziz
N. Ab’Sáber
-
José
Luís de Morais
-
Tânia
Andrade Lima
-
Emílio
Fogaça
-
José
Maria Domingues Landin
-
Arno
Brichta
-
José
Marcelo Domingos de Oliveira
-
Ailton
Feitosa Martins
-
Pedro
Abelardo de Santana
-
Onésimo
Gerônimo dos Santos
-
Maria
Luzia Meneses Vieira