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PESQUISAS
MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE XINGÓ
   

OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

 

O salvamento arqueológico da área a ser inundada pela barragem permitiu a identificação, sondagem e escavação de 28 sítios classificados como de acampamento, 11 classificados como habitação e 2 considerados como de habitação e enterramento (São José e Justino), que acabam sendo os mais importantes. De todos esses sítios foi recuperada uma expressiva coleção arqueológica, sendo disponível no PAX, entre outros elementos, 7.802 peças líticas, 21.790 peças cerâmicas, mais de 20.000 restos faunísticos, 49 fogueiras e 191 esqueletos.
Mas, além desses sítios a céu aberto, foram analisados 15 de registros gráficos, dos quais apenas o Talhado III foi inundado pelo reservatório de Xingó.

A partir de 1991, a Pesquisa Arqueológica de Xingó passou a adotar os procedimentos metodológicos recomendados pela Fundação Museu do Homem Americano FUMDHAM, já utilizada com êxito por outros centros de pesquisa no Nordeste. A equipe de escavação foi treinada pela FUMDHAM, que forneceu, também, orientação metodológica e a consultoria inicial da Dra. Niède Guidon. O projeto de salvamento contou, em seu desenvolvimento, com o apoio de outras instituições e a consultoria esporádica de vários especialistas.